Antifeminista e feminina: Eduarda Campopiano se torna a mulher mais bem votada do Brasil; veja
Brasil – Aos 23 anos, a paulista Eduarda Campopiano (PL) reescreveu o cenário das eleições legislativas no país neste domingo (4). Com a expressiva marca de 1.956.238 votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a candidata não apenas garantiu o posto de deputada estadual mais votada, como também se consagrou como a mulher com a maior votação do Brasil no pleito de 2026, em números absolutos.
O desempenho de Campopiano nas urnas a colocou isolada à frente de todos os outros candidatos ao seu cargo no país. A jovem superou com ampla folga outros nomes de destaque nos estados, como Bruno Engler (PL-MG), com cerca de 676 mil votos; Ana Campagnolo (PL-SC), com cerca de 388 mil; e Índia Armelau (PL-RJ), que obteve 248.504 votos.
Considerando todos os cargos em disputa, a votação de Eduarda a coloca como a mulher número um do país. Seus quase 2 milhões de eleitores ultrapassaram a marca histórica da deputada federal mais votada, Erika Hilton (PSOL-SP), que obteve cerca de 1,59 milhão de votos. Historicamente, a votação de Eduarda é a segunda maior já registrada para a Alesp, ficando atrás apenas do recorde de Janaína Paschoal, que obteve pouco mais de 2 milhões de votos em 2018.
Perfil e trajetória
Nascida em Campinas (SP), Eduarda iniciou sua trajetória institucional de forma precoce. Em 2024, aos 21 anos, foi eleita vereadora na cidade de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.583 votos — o melhor resultado entre as mulheres no município.
Autodeclarada conservadora e descrevendo-se nas redes sociais como a “maior inimiga das feministas”, ela construiu sua plataforma política sob o lema “Deus, pátria, família e liberdade”. Seu discurso em defesa de “valores tradicionais” e sua oposição declarada às pautas de gênero encontraram forte ressonância no eleitorado de direita do estado.
Alianças e controvérsias
A campanha vitoriosa foi impulsionada por uma intensa presença digital e por alianças estratégicas com nomes de peso de seu partido, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Lucas Pavanato (PL), com quem fez dobradinha e que se elegeu o deputado federal mais votado de São Paulo, com mais de 3 milhões de votos.
A expressiva votação de Eduarda também reflete o endosso de nomes já consolidados na direita brasileira. Durante a campanha, a jovem paulista recebeu o forte apoio de Ana Campagnolo (PL-SC), outra figura de destaque no cenário conservador e conhecida por sua ferrenha oposição ao feminismo. Formada em História e autora de diversas obras, Campagnolo realiza um sólido trabalho focado no resgate da feminilidade, da família e da fé, com forte ênfase na valorização das mães. A aliança ideológica com a catarinense — que também garantiu uma votação expressiva em seu estado — ajudou a chancelar o nome de Eduarda, unindo bases eleitorais que compartilham a defesa desses mesmos valores tradicionais e fortalecendo a campineira como a nova grande aposta do conservadorismo nacional.”
Agora, chancelada por quase 2 milhões de paulistas, o fenômeno eleitoral se prepara para assumir uma cadeira no legislativo estadual, consolidando-se como a principal representante numérica do conservadorismo na política brasileira atual.




