“Eu quero ser Governador para fazer Justiça Social”, destaca David Almeida durante votação em Manaus; veja vídeo
Manaus – O candidato ao Governo do Estado do Amazonas, David Almeida, demonstrou confiança e otimismo na manhã deste domingo de eleições. Em um dia marcado pela celebração da democracia, o ex-prefeito de Manaus destacou suas realizações na capital, criticou de forma veemente o abandono do interior do estado e reafirmou seu compromisso em levar igualdade para os municípios amazonenses.
A movimentação do candidato começou cedo em sua residência, localizada no bairro Morro da Liberdade. Durante uma entrevista concedida logo no café da manhã aos jornalistas Valdir Correia e Sileide Moussalem, da rádio FM do Povo e do portal CM7 Brasil, Almeida estava acompanhado do prefeito Renato Júnior. “Estou muito confiante, muito feliz, alegre, hoje é o dia da democracia, é o dia do Amazonas e do Brasil decidirem o futuro”, declarou o candidato. Ele ressaltou estar tranquilo quanto ao papel que desempenhou na campanha e às entregas que fez durante sua gestão como prefeito de Manaus.
Mantendo uma tradição pessoal de todas as eleições, David Almeida saiu de sua casa e seguiu caminhando a pé até o seu colégio eleitoral, localizado nas proximidades. Ele chegou ao local cercado por apoiadores e acompanhado do prefeito Renato Júnior e de sua candidata a vice, Shádia Fraxe. Em coletiva de imprensa realizada na porta da escola, o candidato relembrou que, na eleição passada, muitos duvidavam de sua reeleição, mas que ele acabou vencendo com uma grande margem de votos.
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Almeida usou seu histórico à frente da prefeitura de Manaus como seu principal argumento para a disputa estadual. “Eu acredito que a população vai decidir por aquele que mais criou vagas em creches, aquele que deu a melhor educação da história pra sua cidade, aquele que deu a melhor saúde básica pra sua cidade, aquele que fez o Gigante da Floresta, o Passe Livre Estudantil, aquele que mais asfaltou”, enumerou.
O candidato também pontuou as adversidades enfrentadas durante o primeiro turno, ressaltando que teve apenas 45 segundos de tempo de televisão, sendo o menor entre todos os concorrentes. Contudo, mostrou-se seguro de sua ida à próxima etapa do pleito: “No segundo turno é tudo igual, nós vamos ao segundo turno e a gente vai mostrar aí quem tem trabalho, quem tem entrega e quem tem discurso, quem tem promessas e quem não tem entregas”.
O abandono dos municípios do interior foi o ponto central e mais contundente do discurso de David Almeida. Ele relatou que a campanha para governador é exaustiva devido às grandes distâncias do estado, chegando a visitar quatro municípios em um único dia. “O povo do Amazonas, infelizmente, foi abandonado no interior”, declarou ele, criticando o atual governo por ter virado as costas para a gestão de Manaus.
Ao detalhar a situação das cidades afastadas da capital, o candidato subiu o tom. “Quando eu falo no interior, eu tenho vontade de chorar, por quê? Porque as pessoas não têm água na torneira, […] a educação é a pior que se pode ofertar, a infraestrutura, a questão da saúde, isso dói ver a gente”, lamentou.
Foi com base nesse cenário que ele justificou sua saída antecipada do cargo municipal. “Eu renunciei a prefeitura de Manaus, porque eu já tinha entregue os melhores resultados que um prefeito já entregou. E eu fui pro desafio de colocar o meu nome à disposição do meu povo para que o povo do interior deixe de sofrer e passe a usufruir das benesses da arrecadação do estado”, explicou. E cravou o objetivo de sua candidatura: “Eu quero ser o governador pra fazer justiça social em todo o estado do Amazonas”. Almeida ainda alfinetou os adversários, afirmando não ver neles planos, projetos ou trabalhos que possam mudar a vida da população do interior.
Questionado sobre as pesquisas de intenção de voto, David Almeida minimizou os números divulgados ao longo da campanha. Ele endossou que mais de cinco pesquisas foram impugnadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por falta de clareza e transparência, evidenciando problemas de credibilidade. “A pesquisa que vale é a pesquisa de hoje, é a pesquisa da urna”, cravou, lembrando que na eleição passada os institutos também erraram os prognósticos em relação ao seu desempenho.
Após registrar seu voto, o candidato explicou como seria o restante de seu domingo: ele acompanharia a votação de sua filha, em uma escola ao lado, e de sua esposa. Na sequência, acompanharia sua chapa e, em seguida, retornaria para casa para fazer contato com lideranças de todo o estado, aguardando a totalização oficial a partir das 16h, quando, segundo ele, a população saberá “quem está certo e quem está errado”.




