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Eleitos para cuidar de Manaus, vereadores do PL abandonam sessão na CMM para cumprir agenda política no interior

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Eleitos para cuidar de Manaus, vereadores do PL abandonam sessão na CMM para cumprir agenda política no interior

Manaus – A ausência dos vereadores do Partido Liberal (PL) na Sessão Plenária desta quarta-feira (15/4), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), escancara uma preocupação que mistura cálculo político, prioridades invertidas e desrespeito explícito ao eleitor da capital.

Os vereadores Sargento Salazar, Capitão Carpê e Coronel Rosses simplesmente não apareceram em plenário em um dia de votação de projetos relevantes. O motivo? Agenda política no interior do estado, com passagens por Pauini e Boca do Acre, amplamente divulgada em suas próprias redes sociais. Detalhe: não era compromisso institucional inadiável ou missão oficial da Câmara, mas de articulação política com claro cheiro de pré-campanha. Enquanto isso, em Manaus, o trabalho ficou parado.

A ausência teve efeito direto: projetos de autoria dos próprios parlamentares sequer puderam ser deliberados. O projeto de Capitão Carpê, que propõe a obrigatoriedade de informativos sobre abuso sexual dentro de ônibus do transporte público, não foi votado por falta do autor. O mesmo ocorreu com a proposta de Sargento Salazar, voltada à criação de um procedimento simplificado para compensação de danos a veículos causados por problemas nas vias públicas.

Ambos retornam à pauta. Ambos atrasam. Ambos evidenciam um paradoxo difícil de engolir: vereadores que não estão presentes nem para defender as próprias propostas.

A justificativa implícita, de que é necessário “marcar presença” no interior, evanta uma pergunta inevitável: a quem esses parlamentares acreditam dever satisfação? Foram eleitos por Manaus, pela população da capital, que enfrenta desafios diários. Ainda assim, optaram por deixar as bancadas vazio em um momento decisivo para, ao que tudo indica, fortalecer bases eleitorais fora de seu principal reduto.

A “agenda” expõe uma prática recorrente, mas nem por isso aceitável: a utilização do cargo como trampolim eleitoral permanente, mesmo que isso custe o andamento de projetos e o funcionamento pleno da Casa Legislativa. Em vez de priorizar o debate e a deliberação de propostas que impactam diretamente a vida do manauara, opta-se por agendas externas que, embora politicamente convenientes, pouco contribuem para a rotina da cidade naquele momento.

No fim, a conta não fecha, mas quem paga é o cidadão. Porque enquanto a “bancada da bala” pede votos em outros municípios, Manaus espera. E continua esperando.


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