Renan Santos sai em defesa de Frei Gilson: “O MP quer prender um padre por apenas defender aquilo que sua igreja prega”; veja vídeo

Brasil – O pré-candidato à presidência da República, Renan Santos, manifestou-se de forma contundente em defesa de Frei Gilson, que se tornou alvo de uma denúncia no Ministério Público de São Paulo (MPSP). O líder religioso foi acusado por um ex-noviço de adotar discursos homofóbicos e misóginos durante suas pregações. Em resposta, Renan classificou a ação judicial como uma perseguição orquestrada pelo judiciário e por uma minoria de esquerda, configurando, em sua visão, um ataque direto à liberdade religiosa e aos valores da população.
A Denúncia contra o Frei
A polêmica teve início após Brendo Silva, um ex-noviço que afirma ter atuado no ambiente católico por mais de dez anos, protocolar uma representação no MPSP. No documento, ele alega que Frei Gilson utiliza terminologias ultrapassadas, tratando pessoas homossexuais como doentes e associando a orientação a ideias de desvio, além de reforçar visões que colocariam a mulher em posição secundária. “Liberdade religiosa não é liberdade para odiar”, declarou o denunciante, ressaltando as altas taxas de violência contra a população LGBT+ e de feminicídio no país. A denúncia traz trechos de vídeos em que o religioso é enfático, como na declaração em que afirma que “se a tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou”.
“Um Regime Opressivo”
Para Renan Santos, o movimento judicial contra o sacerdote revela uma tentativa de silenciar aquele que ele considera o padre mais popular do Brasil na atualidade. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o político teceu duras críticas ao Ministério Público. Segundo ele, a instituição deveria focar em destruir o crime organizado, combater a sexualização precoce nas escolas e punir políticos corruptos, em vez de virar seus canhões contra um líder religioso.
O pré-candidato argumenta que Frei Gilson está sendo criminalizado simplesmente por defender a visão bíblica da relação entre homem e mulher e a perspectiva tradicional sobre a homossexualidade. Renan alertou que essas acusações envolvem crimes inafiançáveis e refletem um “regime opressivo” que pode, futuramente, atingir professores em sala de aula, pastores em pregações e cidadãos comuns em seus ambientes de trabalho ou rodas de amigos.
Promessas de Campanha e Soberania Nacional
Aproveitando a repercussão do caso, Renan Santos conectou a defesa do padre à sua plataforma política, enfatizando a soberania do Brasil. O político declarou que o país possui uma fundação e uma alma profundamente cristãs, prometendo, caso eleito, nomear um ministro “terrivelmente católico”. Este magistrado atuaria em conjunto com o ministro evangélico André Mendonça para blindar os religiosos e disciplinar as perseguições aos valores tradicionais.
Além disso, o pré-candidato anunciou a intenção de expulsar organizações não governamentais financiadas com capital internacional. Segundo Santos, essas ONGs atuam no Brasil para promover o ódio entre gêneros, raças e orientações sexuais, justificando a violência sob o falso disfarce de tolerância.
O Fenômeno Frei Gilson
O centro de todo o debate, Frei Gilson, é um fenômeno de engajamento digital e mobiliza multidões diárias para rezar o terço durante a madrugada. Natural de São Paulo, o religioso ingressou na vida cristã aos 18 anos, foi ordenado sacerdote em 2013 e assumiu a função de pároco na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista.
Membro dos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo e líder do ministério musical “Som do Monte”, o padre acumula números expressivos: são quase 13 milhões de seguidores no Instagram, mais de 9 milhões no YouTube e cerca de 1,8 milhão de ouvintes mensais na plataforma Spotify. Até o momento, a defesa de Frei Gilson e o próprio religioso não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações no Ministério Público.








