Prefeito Pastor Edir é investigado por supostas irregularidades que afetam transporte fluvial e crianças em Maraã

Amazonas – A Prefeitura de Maraã, administrada pelo prefeito Edir Costa, o Pastor Edir, é alvo de duas investigações abertas pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM).
Os procedimentos apuram possíveis irregularidades na cobrança de tarifas do transporte hidroviário e falhas na estrutura do Conselho Tutelar do município.
A primeira investigação foi instaurada em 22 de maio e busca esclarecer denúncias sobre supostos preços excessivos cobrados no transporte fluvial de passageiros e cargas.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que os valores praticados possam estar acima do que seria considerado razoável para a realidade da região.
Durante a apuração, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Amazonas (Arsepam) encaminhou informações ao MP, mas divergências técnicas relacionadas às tarifas e aos parâmetros de comparação utilizados levaram o órgão ministerial a exigir novos esclarecimentos.

Além disso, o Ministério Público afirma que a Prefeitura de Maraã não respondeu a solicitações anteriores que buscavam informações sobre a fiscalização do serviço, as empresas autorizadas a operar no município e os preços cobrados dos usuários.
Diante da falta de respostas, a administração municipal recebeu prazo de 10 dias para apresentar os dados requisitados. O MP advertiu que o descumprimento da determinação poderá resultar em medidas judiciais.
Já a Arsepam terá 15 dias para informar se os preços cobrados estão compatíveis com os praticados em rotas semelhantes ou se a ausência de concorrência no setor pode estar contribuindo para o aumento das tarifas.
Poucos dias depois, em 25 de maio, o MPAM abriu um segundo inquérito civil para apurar as condições de funcionamento do Conselho Tutelar de Maraã.
A investigação teve origem em uma fiscalização realizada em agosto de 2025, quando foram identificados diversos problemas na unidade. Entre eles estão banheiros em condições inadequadas, deficiência na iluminação, falta de manutenção, problemas de limpeza e desgaste da estrutura física do prédio.
O relatório também aponta dificuldades relacionadas aos equipamentos utilizados pelos conselheiros tutelares. Computadores antigos ou com falhas de funcionamento estariam dificultando o registro de ocorrências e o acompanhamento de casos envolvendo crianças e adolescentes.

Para o Ministério Público, as deficiências encontradas podem comprometer a atuação do órgão responsável pela proteção dos direitos da infância e da juventude.
Com os dois inquéritos em andamento, a gestão do prefeito Pastor Edir passa a responder a questionamentos relacionados tanto à prestação de serviços à população quanto à manutenção de estruturas públicas consideradas essenciais no município.









