“Bateu na trave”: buscando ser o 1º deputado Ancap do Brasil, Paulo Kogos garante 1ª suplência do PL e já articula CPI para prender João Dória
Brasil – O candidato a deputado estadual por São Paulo, Paulo Kogos (PL), ficou a um passo de garantir uma vaga direta na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Com 59.545 votos, Kogos ficou a uma escassa margem de 397 votos do último eleito do seu partido, Thiago Auricchio, que somou 59.942 votos. Apesar de não ter sido eleito diretamente, o influenciador digital, que se autointitula “anarcocapitalista libertário, extremista de direita, que defende a monarquia católica medieval”, conquistou a primeira suplência da sua bancada.
Em declarações nas redes sociais após o apuramento dos resultados, Kogos assumiu a frustração pela pequena diferença de votos, “faltaram 350 fucking votos”, mas celebrou a suplência como uma “vitória política”. Ele antecipa que, dada a dinâmica política comum, em que deputados eleitos assumem secretarias ou se candidatam a prefeituras (câmaras municipais), a sua entrada na Alesp é praticamente garantida. “Garantido como nascer do sol amanhã, no mínimo dois anos de mandato eu vou ter”, afirmou confiante.
O candidato, que quase duplicou a sua votação face a 2022 (passou de cerca de 33 mil para perto de 60 mil votos), delineou desde já algumas das suas principais bandeiras, caso assuma o cargo. Entre as promessas mais contundentes está a intenção de criar, em 2027, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o antigo governador de São Paulo, João Dória.
Kogos acusa Dória de ter perseguido a sua família e outros ativistas durante o período de confinamento (lockdown) da pandemia. Numa publicação recente no X (antigo Twitter), o candidato declarou: “Em 2027 pretendo como deputado estadual dar as devidas consequências pra essa perseguição, abrindo a CPI do Governo Dória pra investigar esses e outros abusos. A justiça tarda, mas chegará”.

Além da CPI, o influenciador tenciona usar o seu mandato para implantar “o vírus do anarcocapitalismo” no “monstro estatal”, procurando reduzi-lo a partir de dentro, e propagando o desmantelamento das cobranças de impostos. Ele aproveitou o momento para criticar os “moderados” da direita, culpando-os por não terem votado nele e, assim, adiado o início deste projeto político.
No panorama nacional, Kogos demonstrou otimismo com a composição mais à direita do futuro Senado brasileiro, expressando o desejo de que este avance com a destituição (impeachment) do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O candidato reafirmou ainda o seu apoio a Flávio Bolsonaro, antecipando uma vitória deste na segunda volta das eleições presidenciais.




