Relações perigosas: Prisão de médico que assediou pacientes expõe escândalo da OSS Agir com clínicas e hospitais do AM

Manaus – A detenção do médico obstetra Leandro Augusto, por suspeita de assédio sexual, não apenas interrompeu o fluxo de atendimentos na clínica localizada no bairro do Alvorada, mas também trouxe à tona questionamentos urgentes sobre os critérios de contratação da empresa Gestar Saúde da Mulher. De acordo com relatos de testemunhas, o cenário na unidade era de total constrangimento.
Entretanto, o episódio da prisão parece ser apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior. Nesse sentido, denúncias graves apontam para a existência de um suposto esquema milionário envolvendo a Organização Social AGIR e empresas que estariam atuando como “fachadas” para desvio de recursos públicos.
Suspeitas de Irregularidades e Contratos Milionários
Fontes internas revelam que um gestor da AGIR, identificado como Bruno, estaria articulando a entrada de empresas com contratos de alto valor em substituição a entidades tradicionais e sem histórico de escândalos, como o IGOAM. Além disso, profissionais da rede denunciam que essa mudança não seguiu critérios técnicos, priorizando interesses escusos em detrimento da transparência.
Como consequência dessa gestão, a precarização do serviço tornou-se evidente. Enquanto cifras milionárias circulam nos bastidores, médicos relatam atrasos sistemáticos nos pagamentos por parte da AGIR e da Gestar. Por esse motivo, especialistas estariam sendo substituídos por clínicos gerais em áreas críticas, como a obstetrícia, elevando o risco de morte para mães e bebês.

Atrasos nos pagamentos e precarização marcam gestão da AGIR e GESTAR
Sob a sombra de contratos milionários, profissionais de saúde denunciam atrasos sistemáticos e ausência de pagamentos por parte das empresas AGIR e GESTAR. O cenário de instabilidade financeira teria motivado uma substituição drástica no quadro de funcionários: a troca de médicos especialistas por clínicos gerais. A prática gera alerta, especialmente por atingir áreas críticas como a obstetrícia, onde a qualificação técnica é vital para a segurança de mães e bebês.



Acúmulo de Funções e “Empresas Laranja”
As denúncias tornam-se ainda mais graves ao descrever o funcionamento da Gestar. Segundo as pautas levantadas, o médico preso hoje acumulava múltiplas funções simultaneamente — realizando cirurgias, exames e atendimentos ao mesmo tempo — para viabilizar a economia de recursos da empresa.
Nesse contexto, aponta-se que a Gestar, que pertence ao obstetra Arturo (ex-membro do IGOAM), estaria sendo utilizada como “laranja” pelo gestor Bruno. O objetivo seria não executar os serviços contratados para manter a margem de lucro do suposto esquema.
Alegações de Impunidade e Tráfico de Influência
Por fim, o clima nos bastidores do Complexo Hospitalar da Zona Sul é de medo e indignação. Relatos indicam que o gestor da AGIR teria afirmado, em tom de ameaça, possuir influência direta sobre a cúpula da Secretaria de Saúde.
“Nada pode me atingir, já tenho os secretários em minhas mãos”, teria declarado o gestor a um grupo de médicos, sugerindo que teria “arrumado a vida” de altos funcionários da pasta.
Portanto, o caso agora exige uma resposta imediata dos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e a Polícia Civil. Em suma, a sociedade amazonense aguarda esclarecimentos sobre se a segurança das gestantes foi sacrificada em prol de um esquema de corrupção e impunidade.










