“Energia, mineração e indústria automotiva”: China amplia controle empresarial multibilionário sobre setores estratégicos do Brasil
Brasil – Com US$ 6,1 bilhões em investimentos no ano de 2025, o Brasil liderou o ranking mundial de destinos do capital chinês. O avanço inclui grandes usinas, linhas de transmissão, mineração, agronegócio e fábricas de veículos elétricos. A presença asiática na economia brasileira ultrapassou há muito tempo a relação comercial baseada apenas na exportação de soja, minério de ferro e petróleo. Os grupos estrangeiros ampliam a sua participação vital em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional. A China amplia controle empresarial através de aquisições de empresas, investimentos pesados em infraestrutura e instalação de novas indústrias.
Inicialmente, o movimento ganhou grande força ao longo de 2025. Segundo o levantamento oficial do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o país recebeu aproximadamente R$ 30 bilhões em aportes no ano passado. De fato, o montante financeiro representou um crescimento acelerado de 45% em relação ao ano de 2024. Consequentemente, o mercado nacional assumiu a primeira posição global entre os principais destinos dos investimentos chineses. Além disso, os pesquisadores identificaram 52 projetos distintos na pesquisa. Portanto, os números atuais evidenciam uma mudança estrutural importante no perfil da relação econômica bilateral. Em suma, o Brasil passou a receber recursos focados na aquisição de ativos e na construção de novas estruturas produtivas.
Por outro lado, o avanço estrangeiro não significa o controle total da economia brasileira pela China. Na prática, os dados demonstram o rápido crescimento da presença empresarial asiática em segmentos bastante específicos. Dessa forma, alguns desses setores operam de forma essencial ao funcionamento da nossa infraestrutura e do abastecimento energético. Paralelamente, o mercado interno monitora a produção industrial e tecnológica gerada por essas gigantes mundiais.
Energia elétrica e a presença em grandes usinas
Historicamente, o setor elétrico figura entre os principais destinos do capital chinês no Brasil. Através de corporações como a State Grid e a China Three Gorges, os grupos passaram a controlar empreendimentos vitais. Eles participam ativamente da geração, transmissão e distribuição de energia em diversos estados. Em seguida, o mercado aponta a CPFL Energia como um dos exemplos mais contundentes de aquisição. A estatal State Grid comprou o controle acionário da companhia brasileira ainda no ano de 2017. Além disso, a CPFL assumiu o controle da antiga CEEE-T no Rio Grande do Sul em outubro de 2021.
Contudo, a presença asiática avança muito além das usinas hidrelétricas convencionais. Os investidores estrangeiros também aplicam recursos massivos em parques eólicos e solares pelo país. Dessa forma, o interesse econômico prioriza projetos de longo prazo com receitas contratuais garantidas. Segundo os dados do CEBC, o setor elétrico recebeu US$ 1,79 bilhão em 2025. Esse valor impressionante corresponde a cerca de 29,5% do total investido no país naquele ano específico.
Mineração e o avanço sobre recursos estratégicos
Em seguida, a mineração ganhou destaque absoluto no ciclo mais recente de injeção de capital. O levantamento oficial aponta aportes de US$ 1,76 bilhão no setor ao longo de 2025. Esse montante alto representa 29% do total investido pelos grupos no nosso território. Consequentemente, a aquisição da mineradora Equinox Gold impulsionou significativamente esse resultado anual. A corporação CMOC comprou a empresa por aproximadamente US$ 1 bilhão em dezembro daquele ano.
- Na prática, essa expansão mercantil possui extrema relevância tecnológica mundial.
- Minerais valiosos como cobre e níquel compõem a fabricação de equipamentos elétricos.
- As indústrias utilizam essas matérias-primas na produção de baterias e de motores modernos.
- O acesso aos depósitos garante o fornecimento seguro para as cadeias automotivas globais.
Paralelamente, o estado do Amazonas entrou definitivamente no mapa da estratégia mineral de Pequim. A Mineração Taboca atua na megaoperação de Pitinga, na cidade de Presidente Figueiredo. A subsidiária China Nonferrous Trade adquiriu a empresa brasileira por cerca de US$ 340 milhões em novembro de 2024. Em seguida, a mineradora anunciou um novo ciclo de investimentos pesados em setembro de 2026. A companhia destinará US$ 100 milhões para modernizar completamente a sua operação local. O projeto robusto visa dobrar a atual capacidade produtiva da mina até 2028.
Terras raras e a disputa por minerais de alto valor
Além disso, as terras raras representam outra frente importante de interesse geopolítico. As fábricas utilizam esses elementos químicos na produção de ímãs permanentes e de turbinas eólicas. O Brasil possui reservas minerais expressivas em seu vasto território. No entanto, o país enfrenta um enorme e crônico desafio tecnológico. A capacidade nacional de extrair, refinar e transformar esses elementos permanece extremamente limitada. Por outro lado, a China construiu uma posição global dominante no processamento desses minerais críticos.
Apesar disso, a disputa financeira não envolve somente as grandes empresas chinesas. A corporação norte-americana USA Rare Earth concluiu a aquisição milionária da Serra Verde em outubro de 2026. Essa companhia nacional opera a conhecida mina Pela Ema na cidade de Minaçu, em Goiás. Atualmente, o mercado avalia essa estrutura como a única produtora brasileira de terras raras em escala comercial. Portanto, o negócio evidencia a intensa disputa internacional pelo acesso imediato às reservas globais.
Agronegócio, indústria automotiva e infraestrutura
Da mesma forma, a presença estrangeira também alcança com força a cadeia agrícola nacional. O mercado consolidou a compra da Syngenta pela gigante ChemChina em 2017. A operação internacional movimentou a incrível quantia de US$ 43 bilhões. A empresa suíça atua na produção de sementes modificadas e de defensivos avançados. Consequentemente, o capital chinês ampliou a sua presença no agronegócio do país. Contudo, essa aquisição garante o controle empresarial direto sobre novas tecnologias de plantio.
Paralelamente, a indústria automotiva se tornou uma das frentes mais visíveis da expansão asiática. A inauguração das fábricas da BYD e da GWM mudou completamente o cenário de mercado em 2025. A BYD instalou o seu gigantesco complexo industrial na cidade de Camaçari, na Bahia. A empresa prometeu um investimento de R$ 5,5 bilhões para a produção de veículos eletrificados. O Ministério de Minas e Energia também negocia a expansão produtiva de soluções de baterias.
Por fim, o controle da infraestrutura logística representa outra dimensão crucial dos negócios. O terminal de contêineres do Porto de Paranaguá passou a integrar a China Merchants Port Holdings. A companhia adquiriu a participação majoritária na operadora TCP no ano de 2018. Em suma, o avanço empresarial vertiginoso não equivale ao controle de toda a nossa economia. No entanto, o momento exige o acompanhamento minucioso das grandes decisões de investimento no Brasil.





