Ações de bancos derretem após reeleição de Lula e perdas se aproximam de 50%
Brasil – O mercado financeiro brasileiro acordou em clima de tensão e forte aversão ao risco nesta segunda-feira (26). Este dia marca o primeiro dia útil após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As ações de bancos derretem avassaladoramente neste pregão histórico. As instituições financeiras e as plataformas de investimento encabeçam uma liquidação severa de ativos. Este cenário caótico forçou a interrupção oficial das negociações na bolsa de valores.
Inicialmente, o pânico generalizado dos investidores acionou o circuit breaker na bolsa de valores. Este mecanismo de defesa paralisa o pregão oficial da B3 em momentos críticos. A ferramenta travou as operações às 9h57 da manhã. De fato, o Ibovespa despencou mais de 16% logo na abertura dos negócios. A paralisação suspendeu as operações financeiras por meia hora. Consequentemente, os analistas lembraram da última utilização deste bloqueio em março de 2020. O mercado enfrentou o auge do choque inicial provocado pela pandemia de Covid-19 naquela época. Por outro lado, a bolsa havia fechado no azul na última sexta-feira (23). O índice marcou 205.082 pontos antes do desfecho eleitoral.
Retorno do pregão e o temor generalizado com a política fiscal
Dessa forma, as negociações retornaram após o período de bloqueio automático. Em seguida, os ativos do setor bancário continuaram a sangrar intensamente. Portanto, o movimento de venda massiva reflete o temor do mercado financeiro. Os operadores avaliam o cenário do próximo mandato presidencial. Segundo os especialistas, os investidores precificam um cenário de juros elevados por um período muito maior. Além disso, as crescentes preocupações com a trajetória fiscal do país alimentam a crise. Paralelamente, o aumento acelerado do risco-Brasil afasta o capital estrangeiro das nossas empresas.
Na prática, as maiores vítimas do pregão atuam com forte concentração no mercado doméstico. Até o fim da manhã, a XP Investimentos viu os seus papéis desvalorizarem mais de 47%. Contudo, o BTG Pactual também amargou uma queda vertiginosa superior a 37%. O Banco do Brasil atua como uma estatal de peso no setor nacional. No entanto, a instituição viu quase um terço do seu valor de mercado evaporar em poucas horas.
Impacto eleitoral e o desempenho negativo do setor financeiro
Em suma, a turbulência econômica sucede uma eleição histórica no país. O candidato Luiz Inácio Lula da Silva garantiu mais quatro anos no Palácio do Planalto. O petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) neste segundo turno acirrado. De fato, o atual presidente reverteu a grande vantagem do candidato de oposição. A oposição havia registrado a liderança no primeiro turno da disputa. Por fim, os analistas compilaram o desempenho dramático dos principais bancos nesta manhã de segunda-feira (26).
-
- A XP Investimentos liderou as perdas com uma queda vertiginosa de 47,41%.
- O BTG Pactual registrou uma desvalorização intensa de 37,36%.
- O Banco do Brasil perdeu 31,35% do seu valor no pregão.
- O Bradesco amargou um recuo forte de 24,55% nas negociações oficiais.
- O Itaú Unibanco viu os seus papéis caírem 15,63% na abertura do mercado.
- O Santander Brasil apresentou o menor baque do setor com um recuo de 4,50%.




