Saúde abandonada por Roberto Cidade: Advogada teme pela vida da mãe que aguarda cirurgia de emergência há 2 dias na FCECON; veja vídeo
Manaus – Uma paciente oncológica internada na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCECON) aguarda há dois dias por uma cirurgia classificada como de urgência, sem qualquer previsão de ida para o centro cirúrgico. A denúncia foi feita pela advogada Camila Guimarães, filha da paciente, que relatou o abandono sofrido no 8º andar da unidade hospitalar.
Segundo o relato da família, a paciente deu entrada no hospital às 5h da manhã do dia anterior e, desde então, encontra-se em “dieta zero”, sem ingerir água ou alimentos devido à promessa constante de que o procedimento acontecerá. O quadro é agravado pelo fato de a paciente estar há oito dias com constipação severa, o que eleva a preocupação com o risco de graves complicações intestinais. A intervenção cirúrgica pendente seria para a colocação de uma bolsa.
A advogada ressaltou que o atendimento inicial prestado pela equipe de urgência e ambulatório foi excelente, com os médicos providenciando rapidamente todos os encaminhamentos após constatarem a gravidade do quadro. O gargalo, no entanto, ocorre na gestão do centro cirúrgico. “Quando chegou no setor de execução das papeladas assinadas, com o dia inteiro já agilizado, até o presente momento não foi resolvido. Fica um jogando pro outro”, protestou Camila, apontando a falta de transparência sobre o motivo do atraso, seja por ausência de leitos ou de materiais.
O descaso denunciado vai além da espera por procedimentos. Na ala 804, outros pacientes oncológicos que já realizaram cirurgias estariam totalmente abandonados no pós-operatório. A advogada expôs o caso de uma interna operada há dois dias que, desde o procedimento, não recebeu reavaliação do cirurgião, não teve alta médica e sequer está recebendo tratamento com antibióticos. “Todos nós, mesmo sendo leigos, sabemos que a gente tem que ter esse atendimento do médico no dia seguinte até pra entender o que foi feito”, cobrou.
Classificando a situação dos pacientes como “desassistidos, desamparados, num descaso total”, Camila Guimarães exige respostas imediatas das autoridades competentes. As informações relatadas aguardam um posicionamento oficial da FCECON para esclarecer a falta de suporte médico no pós-operatório e o represamento das cirurgias de urgência na unidade.



