Advogados alegam perseguição política e abuso de autoridade durante operação na casa de Maria do Carmo, em Manaus
Defesa afirma que prerrogativas dos advogados e da ex-candidata não foram respeitadas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão; Polícia Civil também relata resistência à operação
Manaus – Nesta sexta-feira (6), a defesa da professora Maria do Carmo denunciou supostos abusos. Primeiramente, os advogados alegam perseguição política e truculência policial severa. Além disso, Saulo Resende e Antônio Pantoja apontam o desrespeito às prerrogativas legais da advocacia. De fato, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizou uma grande operação nas primeiras horas da manhã. Os agentes cumpriram ordens judiciais na residência da ex-candidata. O imóvel investigado fica no bairro Nossa Senhora das Graças, na zona centro-sul de Manaus.
Abuso de autoridade e a suspeita de motivação política
Em manifestação à imprensa, o advogado Antônio Pantoja detalhou a situação polêmica. Segundo ele, a defesa identificou possíveis irregularidades na condução da diligência. Sendo assim, o jurista levantou suspeitas de uma forte motivação política por trás da operação. “E o que a gente viu hoje foi uma operação truculenta, um abuso de autoridade”, declarou Pantoja. Ainda segundo a defesa, os policiais desrespeitaram diversas prerrogativas dos advogados e da própria doutora.
Posteriormente, o advogado questionou o atual contexto de toda a investigação. Para ele, existem elementos que indicam claras interferências externas no caso. “A gente sabe que tem um quê político aí”, disparou com firmeza. Por causa disso, Pantoja classificou a situação como uma grave perseguição. Em seguida, ele mencionou a votação expressiva que a política obteve nas eleições deste ano. Em 2026, ela disputou o Governo do Amazonas. “Uma pessoa que teve 800 mil votos a poucos dias da passada eleição sofre essa perseguição”, declarou. Por fim, a equipe jurídica questionará judicialmente todos os procedimentos adotados hoje.
Polícia relata resistência e apreende equipamentos eletrônicos
Por outro lado, o delegado Marcelo Martins conversou com a reportagem no local. Durante a diligência, o responsável pela operação relatou resistência e impedimento. Segundo o delegado, funcionários, advogados e outras pessoas presentes no imóvel tentaram barrar a ação. Apesar da confusão, a polícia cumpriu o mandado de busca e apreensão com sucesso.
Logo após entrar na casa, os investigadores recolheram diversos aparelhos. Ou seja, a polícia apreendeu computadores, iPads e aparelhos celulares pessoais. Com isso, os agentes encaminharam todos os equipamentos à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Vale lembrar que a investigação aborda a divulgação de vídeos difamatórios. Os criminosos utilizaram a imagem da filha menor de idade do governador eleito Omar Aziz (PSD).
Maria do Carmo promete pronunciamento sobre o caso
Enquanto isso, Maria do Carmo permaneceu na sua residência após a saída dos policiais. De acordo com as informações da reportagem, ela realizará uma coletiva de imprensa ainda nesta sexta-feira. O objetivo da professora consiste em apresentar a sua versão detalhada sobre o caso. Do mesmo modo, ela esclarecerá a conduta dos agentes durante o cumprimento do mandado judicial.
