Falta de transparência coloca a prefeita Kátia Dantas na mira do TCE-AM por recursos de R$ 3,1 milhões destinados a Anamã
Amazonas – A Prefeitura de Anamã, no interior do Amazonas, está sob questionamento do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) em relação à aplicação de R$ 3.128.209,77 destinados a obras de melhoria do sistema de abastecimento de água do município.
A prefeita Kátia Dantas (MDB) foi notificada pelo órgão de controle e deverá apresentar, no prazo de cinco dias úteis, esclarecimentos e documentos que comprovem a destinação dos recursos públicos.
A cobrança ocorre após a ausência de resposta da administração municipal a um pedido formal de acesso a informações sobre a execução do convênio firmado entre a Prefeitura de Anamã e o Governo do Amazonas.
Entre os documentos solicitados estão extratos bancários da conta vinculada ao convênio, notas fiscais, ordens de pagamento, medições dos serviços executados e registros do andamento da obra.
De acordo com as informações divulgadas, a segunda parcela dos recursos, no valor de R$ 3.128.209,77, foi transferida ao município em 30 de julho de 2025.
A falta de disponibilização dos documentos e de informações no Portal da Transparência motivou o questionamento do Tribunal de Contas, que busca verificar a regularidade da aplicação dos recursos e permitir o acompanhamento da execução do projeto.
O caso chama atenção pelo volume de dinheiro público envolvido e pela importância da obra para a população de Anamã. O abastecimento de água é um serviço essencial, e a aplicação de recursos destinados a essa finalidade exige transparência, fiscalização e prestação de contas.
A determinação do TCE-AM reforça a necessidade de que a administração municipal apresente informações detalhadas sobre os pagamentos realizados, os serviços efetivamente executados e a atual situação da obra.
Até o momento, a cobrança por esclarecimentos não representa uma condenação nem comprova desvio de recursos. Entretanto, a ausência de informações sobre a aplicação de mais de R$ 3 milhões levanta questionamentos legítimos sobre a transparência da gestão municipal.






