Preso em operação contra ‘Rachadinha’, vereador Bual rouba os holofotes durante almoço com políticos do AM
Manaus – Na última quinta-feira (5), um grande encontro de articulação política reuniu 36 dos 41 vereadores da cidade. No entanto, o evento festivo chamou a atenção do público por um detalhe bastante inusitado. O vereador Bual marcou presença e voltou a aparecer publicamente no meio dos colegas. Como sabemos, a Justiça impôs medidas cautelares rigorosas ao político do partido Agir. A decisão judicial em vigor inclui o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
O almoço dos políticos e a Operação Face Oculta
Primeiramente, o prefeito Renato Junior organizou o evento numa conhecida churrascaria da capital. O objetivo principal consistia em homenagear o governador eleito do Amazonas, Omar Aziz, e o senador reeleito Eduardo Braga. Apesar de reunir tantas lideranças importantes no local, a participação do parlamentar despertou muitos comentários nos bastidores.
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Vale lembrar que o político estava sumido das aparições públicas desde outubro de 2025. Naquela época, a polícia prendeu o vereador durante a deflagração da Operação Face Oculta. Atualmente, os investigadores apuram suspeitas de um suposto esquema de desvio de salários no seu gabinete. Ou seja, as denúncias sobre a prática de “rachadinha” motivaram a ação policial e o seu afastamento da vida política local.
Monitoramento eletrônico e o trabalho de forma remota
Atualmente, o juiz mantém Bual sob medidas cautelares severas e contínuas. As regras judiciais incluem o monitoramento eletrônico da sua localização durante as 24 horas do dia. Além disso, as autoridades proibiram o vereador de frequentar presencialmente a sede da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Por outro lado, desde o mês de agosto de 2026, o vereador possui autorização da Justiça para trabalhar da sua própria casa. Ele registra a frequência e acompanha todas as sessões plenárias exclusivamente de maneira remota. Sendo assim, a ida ao almoço numa churrascaria fora da Câmara não representa um descumprimento legal das determinações vigentes da magistratura.
A cassação do mandato e a presunção de inocência
Enquanto isso, o parlamentar volta a circular nos grandes ambientes festivos de Manaus. Ao mesmo tempo, o Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) acompanha de perto o processo sobre a possível cassação do seu mandato. A condução desse procedimento também entra no radar da imprensa devido à saída de David Reis da presidência da Câmara em dezembro.
Até agora, o processo não avançou para uma conclusão definitiva durante a atual gestão. Com isso, a presença do político ao lado de grandes figurões do estado reacende vários questionamentos da população. Por fim, é fundamental ressaltar que as suspeitas investigadas não equivalem a uma condenação antecipada. As eventuais responsabilidades dependem de uma apuração rigorosa e do julgamento final das autoridades competentes.
