MPAM investiga Dedei Lobo por suspeitas de irregularidades e possíveis crimes em Humaitá; veja documentos
Por Lira em 11 de maio de 2026 às 13:42

Amazonas – A gestão do prefeito de Humaitá, Dedei Lobo (União Brasil), voltou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Amazonas (MPAM), em um caso considerado grave e que levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades ambientais e administrativas envolvendo recursos públicos no município.
Desta vez, o foco da apuração está na perfuração e utilização de poços artesianos realizados entre os anos de 2021 e 2023.
De acordo com o MPAM, existem indícios de que diversas obras teriam sido executadas sem licenciamento ambiental adequado e sem a documentação obrigatória exigida pelos órgãos competentes.
A investigação foi instaurada após o Ministério Público identificar possíveis falhas no processo de autorização das perfurações, além da ausência de informações técnicas que comprovem a legalidade dos serviços executados.
O promotor responsável pelo caso solicitou que a Prefeitura de Humaitá e a Companhia Humaitaense de Abastecimento de Águas (COHASB) apresentem um levantamento completo contendo detalhes sobre todos os poços perfurados no período investigado.
Entre as informações exigidas estão localização das obras, datas de execução, identificação das áreas beneficiadas e documentos que comprovem autorização ambiental. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) também foi acionado para realizar fiscalizações e verificar se houve danos ambientais ou descumprimento da legislação.
O caso aumenta ainda mais a pressão sobre a administração municipal, que já vinha sendo questionada por outros episódios envolvendo suspeitas de irregularidades.
Nos últimos meses, o prefeito também foi citado em investigações relacionadas a contratos milionários, denúncias de possíveis falhas em licitações e questionamentos sobre gastos públicos.
Em uma dessas situações, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) chegou a aplicar multa ao gestor após apontar indícios de irregularidades em uma contratação sem licitação. Já em outra investigação conduzida pelo Ministério Público, foram levantadas suspeitas sobre um contrato milionário para obras de pavimentação, após denúncias de possível desperdício de dinheiro público.
As novas denúncias reforçam o clima de preocupação entre moradores do município, principalmente diante da sequência de investigações envolvendo a atual gestão.
Agora, os órgãos fiscalizadores devem aprofundar as apurações para verificar se houve ilegalidades, danos ambientais e eventual responsabilidade administrativa dos envolvidos.
Veja documentos












