Brasília Amapá Roraima Ceará Pará |
Manaus
37º

Maria do Carmo mantém independência e rejeita palanque com Wilson Lima e Roberto Cidade no 2º turno

Compartilhe
Maria do Carmo mantém independência e rejeita palanque com Wilson Lima e Roberto Cidade no 2º turno

Brasil – Em meio às intensas articulações para o segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas contra Omar Aziz (PSD), a candidata Maria do Carmo (PL) adotou a estratégia de rejeitar publicamente o apoio político do ex-governador Wilson Lima e do atual governador Roberto Cidade (ambos do União Brasil). A decisão visa preservar a identidade de sua candidatura e sustentar o discurso de mudança e renovação que marcou sua campanha na primeira etapa das eleições.

A recusa da adesão direta tem um significado estratégico claro. Ao manter distância do grupo que atualmente comanda o Executivo estadual, Maria do Carmo tenta evitar qualquer associação de sua imagem à continuidade da atual administração. Segundo informações de bastidores, “a chance de que Wilson ou Cidade subam no palanque ao lado Maria do Carmo para declarar apoio a ela, é zero. Mas isso não quer dizer que aliados destes e prefeituras no interior que fazem parte do grupo do União Brasil não possam apoiar a candidata”.

O xadrez dos bastidores e o apoio “oculto”

Apesar da postura pública de distanciamento e de o União Brasil ter anunciado uma suposta “neutralidade” na disputa estadual, o cenário nos bastidores revela uma dinâmica diferente. Informações apuradas apontam para a consolidação de um apoio “oculto” ou velado de Wilson Lima e Roberto Cidade à candidatura do PL.

Fontes indicam que a costura desse alinhamento discreto ocorreu em Brasília (DF), durante uma reunião com a Executiva Nacional do Partido Liberal. Segundo lideranças do PL, teria partido da própria Maria do Carmo a iniciativa de procurar o senador Flávio Bolsonaro (candidato à presidência) e o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para solicitar ajuda na ampliação de sua base política no Amazonas.

O discurso de “neutralidade” adotado pelo diretório estadual do União Brasil serviria exatamente para blindar a candidata, evitando que a militância de Omar Aziz agisse para associar Maria do Carmo ao grupo de Wilson (que ficou em 4º lugar para o Senado) e Cidade (3º lugar para o Governo).

A força no interior do Estado

A necessidade pragmática de contar com a estrutura governista, mesmo que de forma invisível, esbarra na fragilidade eleitoral da candidata do PL nos municípios fora da capital. No primeiro turno, Maria do Carmo obteve menos de um terço de sua votação no interior do Amazonas, registrando 26,09% (136.327 votos) nessas regiões. Wilson e Cidade, por outro lado, mantêm forte influência sobre prefeitos e lideranças locais.

Para operacionalizar esse suporte, o trabalho de mobilização já teria começado. Nos bastidores do Governo do Amazonas, a coordenação desse alinhamento teria sido designada a nomes estratégicos, como o secretário de Governo (Segov), Luiz Alberto Carijó, e o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Dario Braga Paim, que já estariam articulando a base de Roberto Cidade e Wilson Lima em favor de Maria do Carmo.

Enquanto a máquina se move nos bastidores, a nota oficial da Federação União Progressista no Amazonas limitou-se a declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, mantendo o silêncio estratégico sobre a disputa pelo Governo do Estado. O cenário evidencia a complexidade da reta final da campanha, onde a independência pública tenta caminhar lado a lado com as alianças pragmáticas de bastidor.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões Abaixo do Post

Portal CM7Portal CM7Portal CM7
Carregar mais