Maria do Carmo mantém independência e rejeita palanque com Wilson Lima e Roberto Cidade no 2º turno
Brasil – Em meio às intensas articulações para o segundo turno da disputa pelo Governo do Amazonas contra Omar Aziz (PSD), a candidata Maria do Carmo (PL) adotou a estratégia de rejeitar publicamente o apoio político do ex-governador Wilson Lima e do atual governador Roberto Cidade (ambos do União Brasil). A decisão visa preservar a identidade de sua candidatura e sustentar o discurso de mudança e renovação que marcou sua campanha na primeira etapa das eleições.
A recusa da adesão direta tem um significado estratégico claro. Ao manter distância do grupo que atualmente comanda o Executivo estadual, Maria do Carmo tenta evitar qualquer associação de sua imagem à continuidade da atual administração. Segundo informações de bastidores, “a chance de que Wilson ou Cidade subam no palanque ao lado Maria do Carmo para declarar apoio a ela, é zero. Mas isso não quer dizer que aliados destes e prefeituras no interior que fazem parte do grupo do União Brasil não possam apoiar a candidata”.
O xadrez dos bastidores e o apoio “oculto”
Apesar da postura pública de distanciamento e de o União Brasil ter anunciado uma suposta “neutralidade” na disputa estadual, o cenário nos bastidores revela uma dinâmica diferente. Informações apuradas apontam para a consolidação de um apoio “oculto” ou velado de Wilson Lima e Roberto Cidade à candidatura do PL.
Fontes indicam que a costura desse alinhamento discreto ocorreu em Brasília (DF), durante uma reunião com a Executiva Nacional do Partido Liberal. Segundo lideranças do PL, teria partido da própria Maria do Carmo a iniciativa de procurar o senador Flávio Bolsonaro (candidato à presidência) e o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para solicitar ajuda na ampliação de sua base política no Amazonas.
O discurso de “neutralidade” adotado pelo diretório estadual do União Brasil serviria exatamente para blindar a candidata, evitando que a militância de Omar Aziz agisse para associar Maria do Carmo ao grupo de Wilson (que ficou em 4º lugar para o Senado) e Cidade (3º lugar para o Governo).

A força no interior do Estado
Para operacionalizar esse suporte, o trabalho de mobilização já teria começado. Nos bastidores do Governo do Amazonas, a coordenação desse alinhamento teria sido designada a nomes estratégicos, como o secretário de Governo (Segov), Luiz Alberto Carijó, e o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Dario Braga Paim, que já estariam articulando a base de Roberto Cidade e Wilson Lima em favor de Maria do Carmo.
Enquanto a máquina se move nos bastidores, a nota oficial da Federação União Progressista no Amazonas limitou-se a declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, mantendo o silêncio estratégico sobre a disputa pelo Governo do Estado. O cenário evidencia a complexidade da reta final da campanha, onde a independência pública tenta caminhar lado a lado com as alianças pragmáticas de bastidor.




