Isabelle Nogueira se manifesta sobre captação de quase R$ 4 milhões para o Festival da Cunhã através da Lei Rouanet

Manaus – A autorização para captação de recursos do Festival da Cunhã 2026, por meio da Lei Rouanet, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e não foi bem recebida por parte do público. Diante do cenário, a idealizadora do evento, Isabelle Nogueira, encaminhou uma nota à imprensa para esclarecer o funcionamento do financiamento e rebater críticas.
O projeto está autorizado a captar até R$ 3,8 milhões via mecanismo federal de incentivo à cultura. No entanto, dados disponíveis indicam que, até o momento, cerca de R$ 790 mil foram efetivamente captados pela empresa responsável pela organização. O festival tem como proposta valorizar a cultura nortista, reunindo atrações nacionais e regionais, além de funcionar como um “aquecimento” para o Festival de Parintins.
Veja:


Na manifestação, Isabelle destacou que a Lei Rouanet não se trata de repasse direto de dinheiro público, mas de um modelo de renúncia fiscal. Nesse formato, empresas e pessoas físicas podem destinar parte do Imposto de Renda a projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura.
Ela também ressaltou que a aprovação do projeto não garante os recursos, sendo necessário buscar patrocinadores diretamente. Segundo a organização, esse processo é mais desafiador na região Norte, onde há menor concentração de investimentos culturais.
A edição anterior do festival, realizada em Manaus, reuniu influenciadores e artistas, além de promover experiências turísticas em um luxuoso hotel de selva na Amazônia e shows com nomes conhecidos da música nacional, ampliando a visibilidade do evento.
Entre as atrações já anunciadas para 2026 estão artistas nacionais, como Joelma, e regionais, com programação voltada à música, gastronomia e cultura amazônica, reforçando a proposta de valorização da identidade local.

Na nota enviada à imprensa, Isabelle também afirmou que tem arcado com parte dos custos do projeto junto à sua equipe, enquanto segue em busca de apoio da iniciativa privada para viabilizar a realização do evento.
A organização ainda destacou que o objetivo do festival é fortalecer a cultura da região Norte, criando oportunidades para artistas locais e movimentando a economia criativa.
Confira nota na íntregra:
Não é fácil conseguir captação. É um evento gigante (e eu tô falando apenas do dia 23), que exige muita dedicação.
Hoje, eu custeio tudo sozinha junto com a Mynd. E até agora, conseguimos captar apenas 20% do valor do projeto, como vocês podem ver.
Sobre a Lei Rouanet, para que não se compartilhem informações erradas: ela é uma lei brasileira que INCENTIVA a cultura no país. Ela apenas PERMITE que empresas e pessoas físicas destinem PARTE do imposto de renda para apoiar projetos culturais, como shows, peças de teatro, filmes, exposições e livros.
Ou seja, uma PARTE do imposto que iria para o governo PODE SER direcionada a iniciativas culturais APROVADAS pelo Ministério da Cultura. Esses projetos passam por ANÁLISES e seguem REGRAS específicas e NÃO é simples CONSEGUIR aprovação.
E mais: mesmo depois de aprovado via Lei (o que não é simples não) o projeto ainda PRECISA captar recursos, o que também não é fácil! Ou seja, eu vou de porta em porta apresentando o projeto e buscando apoio das empresas. Ainda mais aqui no norte que os eventos culturais não são tão valorizados.
Espero ter compartilhado um pouco da minha vivência e do meu saber com vocês. Para que vocês não compartilhem mensagens sem fundamento.
Na prática, a lei ajuda a viabilizar produções culturais e a fortalecer a arte brasileira.








