Eduardo Braga faz denúncia no Ministério Público sobre ONG que tenta travar avanço da BR-319

Amazonas – O senador Eduardo Braga (MDB-AM) anunciou, nesta quarta-feira (29), que irá protocolar denúncia no Ministério Público para apurar a atuação do Observatório do Clima na ação judicial que levou à suspensão das licitações do trecho do meio da BR-319, além da origem e do uso de recursos provenientes de doações internacionais.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca esclarecer a transparência no financiamento dessas organizações que estão por trás da judicialização de obras consideradas estratégicas para o Amazonas.
“Já estou sendo alvo de ataques por causa dessa iniciativa. Não me intimido. Como senador do Amazonas, seguirei firme, até o fim, defendendo o direito do nosso povo à mobilidade, à saúde e ao desenvolvimento”, afirmou.
A medida ocorre após uma sequência de decisões judiciais envolvendo a rodovia. Inicialmente, uma liminar da Justiça Federal em Manaus suspendeu os pregões do DNIT para obras de manutenção e melhoramento no chamado trecho do meio, considerado o mais crítico da BR-319, localizado entre os quilômetros 250,7 e 656,4, que concentra os maiores desafios de trafegabilidade. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu os efeitos dessa decisão e restabeleceu o andamento das licitações, ao reconhecer riscos à ordem administrativa, à economia pública, à segurança e à saúde. Apesar disso, o processo judicial segue em tramitação.
No plenário do Senado, Braga tem defendido que a paralisação da BR-319 amplia o isolamento do Amazonas, impacta o acesso a serviços básicos e compromete a logística do estado. O senador também associou o debate à experiência recente da pandemia, quando a precariedade da rodovia evidenciou a vulnerabilidade da região.
Durante os pronunciamentos, ele criticou a distância entre a realidade vivida pela população amazônica e a narrativa apresentada na ação judicial, além de cobrar que decisões sobre a estrada considerem as condições concretas de quem depende da via no dia a dia.
O parlamentar também alertou para os efeitos da interrupção das obras sobre a economia nacional, destacando a dependência logística do Polo Industrial de Manaus e o impacto no abastecimento de produtos para o restante do país.
Ao longo do debate, Braga defendeu que o estado tem condições de conciliar desenvolvimento e preservação ambiental, com apoio de tecnologia e monitoramento, e que o isolamento logístico tende a agravar a pobreza e pressionar a floresta.
O senador afirmou que seguirá atuando politicamente e nas instâncias institucionais para garantir a continuidade do projeto e a integração do Amazonas ao restante do país.








