Eduardo Bolsonaro nega repasses de Daniel Vorcaro e acusa Intercept de “vazamento seletivo e criminoso”; veja vídeo

Brasil – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (15) para rechaçar as suspeitas da Polícia Federal (PF) envolvendo o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse. Em um vídeo direcionado aos seus seguidores, Eduardo negou veementemente ter recebido repasses do banqueiro Daniel Vorcaro e classificou as acusações como uma tentativa de “assassinato de reputação”.
O pronunciamento ocorre após a PF abrir uma linha de investigação para apurar supostos desvios do Banco Master para custear gastos do ex-parlamentar nos Estados Unidos. A denúncia ganhou força após o portal The Intercept Brasil divulgar documentos e contratos que apontam Eduardo como produtor-executivo do longa-metragem.
Ataques à imprensa e “vazamento seletivo”
No vídeo, Eduardo direcionou duras críticas ao The Intercept Brasil. Segundo ele, a exposição dos contratos e das mensagens de bastidores configura um “vazamento seletivo” e criminoso, arquitetado com fins eleitorais.
O ex-deputado afirmou que a verdadeira intenção da reportagem é atingir politicamente seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro. “O Intercept está fazendo um vazamento seletivo, algo criminoso para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro, porque ele lidera as pesquisas para presidente”, declarou.
O aporte de R$ 350 mil e a saída da produção
Apesar de negar irregularidades, Eduardo confirmou as informações documentais de que atuou na produção-executiva do filme em parceria com o deputado federal Mario Frias (PL-SP), através de contratos firmados com a produtora norte-americana GoUp Entertainment em novembro de 2023. No entanto, ele fez questão de esclarecer a origem do dinheiro utilizado na fase inicial do projeto:
Recursos próprios: Eduardo declarou ter investido R$ 350 mil (aproximadamente US$ 50 mil na época) do próprio bolso para a contratação de um roteirista em Hollywood. Segundo ele, o montante é fruto dos lucros de seu curso online “Ação Conservadora”.
Devolução e saída do fundo: Ele explicou que se afastou da gestão financeira assim que o projeto foi transferido para um fundo de investimentos nos Estados Unidos. “Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Eu recebi o dinheiro de volta por conta do contrato com a produtora, mas isso não passou pelo fundo. E recebi o dinheiro que era meu”, pontuou.
Blindagem internacional e obstáculos para a estreia
De acordo com Eduardo, a decisão de transferir toda a engenharia financeira de Dark Horse para os Estados Unidos foi uma estratégia deliberada para “blindar” o projeto e evitar eventuais bloqueios ou interferências de autoridades brasileiras.
O ex-deputado aproveitou o vídeo para confirmar que a estreia do filme, que conta com o ator americano Jim Caviezel no elenco, está agendada para o dia 11 de setembro.
Contudo, a exibição do longa no Brasil ainda não é uma certeza absoluta. Informações de bastidores indicam que a produtora responsável ainda não iniciou os trâmites burocráticos obrigatórios junto aos órgãos reguladores brasileiros. Sem os pedidos de autorização e o cadastro comercial regularizado, a cinebiografia enfrentará barreiras legais para chegar às salas de cinema do país.








