Beira Alta, Encaixe Perfeito, Movenorte e J.G. Móveis entram na mira do MPAM em apuração sobre contratos milionários em Humaitá
Amazonas – A Prefeitura de Humaitá entrou no radar do Ministério Público do Amazonas (MPAM) após uma denúncia levantar suspeitas sobre possíveis contratos com preços muito acima dos praticados no mercado.
Diante da gravidade das informações, a 1ª Promotoria de Justiça de Humaitá determinou que a administração municipal apresente esclarecimentos e documentos no prazo de 10 dias úteis.
O caso chama atenção por um exemplo citado na denúncia: um produto que teria valor estimado em R$ 152 aparece com preço de aproximadamente R$ 580 em uma negociação. A diferença, superior a três vezes o valor de referência, acendeu o alerta para uma possível prática de sobrepreço.
Agora, o Ministério Público quer descobrir se a Prefeitura de Humaitá realizou negócios com as empresas citadas na denúncia, entre elas Beira Alta Industrial, Encaixe Perfeito, Movenorte e J.G. Móveis.
A administração municipal deverá informar se houve contratação e, caso a resposta seja positiva, entregar os documentos dos processos, contratos e demais registros relacionados às compras.
MP quer saber para onde foi o dinheiro
A apuração busca esclarecer se os valores pagos pelo município estavam de acordo com os preços de mercado e se houve algum tipo de irregularidade na contratação.
Por enquanto, não há conclusão de que a Prefeitura tenha cometido superfaturamento. O que existe é uma suspeita que agora está sendo examinada pelo Ministério Público.
O prazo dado pelo MPAM coloca a administração municipal diante da necessidade de apresentar documentos e explicar as possíveis diferenças de preços.
Dependendo do que for encontrado, a investigação poderá avançar e resultar em novas medidas por parte do Ministério Público.
Veja documentos





