Justiça mantém prisão de Ademar e Cleusimar, irmão e mãe de Djidja Cardoso

Manaus – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter as prisões preventivas de Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. As decisões, que negaram os pedidos de liberdade em caráter liminar apresentados pela defesa dos investigados, foram tomadas na quarta-feira, dia 6 de maio. Cleusimar e Ademar estão detidos desde 2024 e respondem por acusações de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com suposto envolvimento em uma rede de distribuição e comercialização de cetamina, uma substância de uso veterinário.
No caso de Cleusimar, o ministro Sebastião Reis Júnior foi o responsável por negar o pedido da defesa. Em sua decisão, o magistrado argumentou que não identificou a presença concomitante dos requisitos indispensáveis para a concessão imediata da medida de urgência em um juízo de cognição sumária. Além de manter a prisão, o ministro solicitou informações atualizadas à 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus sobre o andamento da ação penal e a situação prisional da acusada, destacando que os argumentos apresentados exigem uma análise mais profunda.
O STJ seguiu a mesma linha e negou um novo pedido de soltura feito pela defesa de Ademar. Os advogados sustentam um pedido de habeas corpus alegando excesso de prazo nas prisões, argumentando que a fase de produção de provas já foi concluída. A defesa também alega que as prisões estão sendo mantidas com base em justificativas genéricas, como a gravidade do crime, sem embasamento em fatos concretos, e solicita a substituição da detenção por medidas cautelares alternativas.
O histórico judicial recente da família já contava com outras negativas nos tribunais locais. Em março deste ano, a desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), havia rejeitado novos pedidos de liberdade para a mãe e o irmão da vítima. Ademar e outros investigados chegaram a ser condenados por tráfico e associação para o tráfico, porém, a condenação foi anulada no ano de 2025.
As investigações e prisões são desdobramentos iniciados logo após a morte de Djidja Cardoso, que faleceu aos 32 anos de idade. A ex-sinhazinha foi encontrada sem vida em sua residência, em Manaus, no dia 28 de maio de 2024. O trágico falecimento gerou grande comoção nacional, trazendo à tona uma história complexa que envolve suspeitas de crimes de tráfico, uso de drogas e questões ligadas à religião.
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