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Justiça condena sete réus em nova sentença do Caso Djidja Cardoso em Manaus

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Justiça condena sete réus em nova sentença do Caso Djidja Cardoso em Manaus

Amazonas – A Justiça do Amazonas proferiu uma nova sentença no processo da Operação Mandrágora e condenou sete réus investigados por envolvimento com tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A decisão foi assinada pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante e substitui a sentença anterior, que havia sido anulada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas por questões processuais.

Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. Os dois receberam penas superiores a dez anos de prisão e permanecerão presos, sem o direito de recorrer em liberdade.

Também foram condenados Verônica da Costa Seixas, Hatus Moraes Silveira, José Máximo Silva de Oliveira, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima. Conforme a nova decisão, Verônica e Bruno poderão recorrer em liberdade, enquanto os demais permanecem presos durante a tramitação dos recursos.

O processo faz parte da Operação Mandrágora, deflagrada para investigar um suposto esquema de distribuição de cetamina e outras substâncias ilícitas em Manaus. O caso ganhou grande repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso, em maio de 2024.

A primeira sentença havia sido anulada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas. Os desembargadores entenderam que houve irregularidade na inclusão de laudos periciais no processo, sem que as defesas tivessem oportunidade de se manifestar, o que motivou a realização de um novo julgamento.

Na nova sentença, a magistrada reafirmou a responsabilização criminal dos sete acusados pelos crimes apurados durante a investigação. Apesar da anulação da decisão anterior, o novo julgamento manteve a condenação dos principais réus, com penas que variam de acordo com a participação de cada um.

O Ministério Público sustentou que as provas reunidas ao longo da investigação demonstraram a atuação dos condenados no esquema criminoso. Já as defesas ainda podem recorrer da decisão nas instâncias superiores.

Com a publicação da nova sentença, o caso entra agora na fase recursal. Os condenados poderão apresentar recursos, enquanto a Justiça dará continuidade ao andamento do processo conforme os prazos previstos na legislação.

O Caso Djidja permanece entre os mais acompanhados do Amazonas devido à sua ampla repercussão e aos desdobramentos da Operação Mandrágora, que segue sendo um dos processos criminais de maior destaque no estado.


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