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Aumento de preços e escassez: efeitos do tarifaço impactam mercado de cítricos na Flórida

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Aumento de preços e escassez: efeitos do tarifaço impactam mercado de cítricos na Flórida

Mundo – A economia da Flórida, especialmente seu já combalido setor de cítricos, foi jogada em rota de colisão após uma jogada política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao responder com dureza uma carta de Donald Trump — que questionava o julgamento de Jair Bolsonaro no Brasil —, Lula acendeu o estopim de uma crise internacional com reflexos diretos no bolso do consumidor americano e na indústria agrícola do estado que mais consome produtos brasileiros.

A retaliação veio rápido: um tarifaço de 50% sobre produtos importados do Brasil, anunciado por Trump, que afeta diretamente a cadeia de fornecimento da Flórida, incluindo o suco de laranja brasileiro, essencial para o mercado local. O jornal The Palm Beach Post destaca que o impacto será sentido do campo à prateleira do supermercado.

“Cada elo da cadeia vai repassar os custos para o consumidor. Mas os produtores também perdem, já que sem a importação brasileira, os processadores locais não têm volume suficiente para lucrar”, explicou Malek Hammami, do Tropical Research & Education Center, em Homestead.

A indústria de cítricos da Flórida já vinha em decadência. Desde 2003, a produção de laranja no estado despencou 92% — resultado de pragas, furacões e abandono de áreas de cultivo. Empresas como a Alico Inc, que por décadas foram símbolo da citricultura americana, abandonaram o ramo e migraram para o setor imobiliário.

Agora, a imposição das tarifas pode ser o golpe final. Lula, ao rebater publicamente Trump com uma resposta considerada “agressiva e desnecessária” por analistas internacionais, colocou em xeque uma parceria comercial essencial. A Flórida depende do Brasil não só para suprir sua demanda por suco de laranja, mas também para o setor aeroespacial, que movimenta US$ 5 bilhões anuais e emprega mais de 21 mil pessoas no estado.

Mesmo assim, Lula optou por tensionar as relações, declarando que Trump “feriu a soberania brasileira”. No entanto, quem pode pagar a conta é o trabalhador da Flórida — e não o Planalto.

A crise tem peso político: a Flórida é um dos maiores colégios eleitorais dos EUA e reduto de Donald Trump. Seu resort de luxo, Mar-a-Lago, fica em Palm Beach — o epicentro da revolta econômica que pode se tornar também um cabo de guerra eleitoral.

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