“SES-AM é a Casa da Corrupção!”: empresários acusam secretário Alberto Saraiva de querer extorquir 10% do valor que iria pagar salários atrasados da Saúde
Amazonas – Uma denúncia revelada neste sábado (24) expõe uma grave crise e um suposto esquema financeiro na Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Representantes de cooperativas médicas quebraram o silêncio e agora os empresários acusam secretário Alberto Saraiva de condicionar o pagamento de repasses em atraso a um desconto compulsório. O caso aponta para um risco iminente de colapso no atendimento hospitalar à população neste fim de ano. Os denunciantes já classificam a pasta estadual como uma verdadeira “casa de corrupção”.

O Ultimato a Portas Fechadas
Inicialmente, o ex-gerente de hospitais e fundações da Secretaria de Saúde do Amazonas (SES), Michael Lemos, trouxe os relatos revoltantes a público. A manobra controversa ocorreu em uma reunião tensa entre os donos das empresas e os chefes da pasta. De fato, o secretário de Saúde, Luís Alberto Saraiva, e o secretário executivo, Pedro Guilherme Gioia, conduziram o encontro. Consequentemente, os empresários ouviram que o governo não regularizaria os valores devidos às cooperativas ainda no ano de 2026.
Além disso, as empresas de medicina amargam a total falta de pagamentos ao longo de todo o segundo semestre. Dessa forma, a suposta falta de verba estadual deu lugar a uma proposta imoral nos bastidores. Em seguida, os presentes relataram a sugestão de uma redução de 10% no montante para viabilizar os pagamentos atrasados. Na prática, a frase “Se vocês abrirem mão de 10%, eu consigo pagar” ecoa como uma chantagem institucionalizada. A pressão atinge diretamente os profissionais que prestam serviços essenciais ao Amazonas.
Risco Iminente à População e Cobrança por Investigação
Portanto, o achaque financeiro ameaça paralisar as unidades públicas de atendimento. A denúncia alerta para o severo risco de impacto nos serviços médicos. Paralelamente, os hospitais já se encontram com todos os profissionais sobrecarregados. Contudo, impor que os donos de cooperativas e os médicos abram mão de 10% de seus salários agrava a precariedade do sistema. Por outro lado, a matemática do esquema levanta suspeitas sobre o real destino da verba retida. Os denunciantes alertam que o montante bilionário pode se transformar em lucros ilícitos para o caixa da corrupção.
Segundo as informações relatadas, a sociedade civil pede uma apuração formal. O alerta é muito claro sobre a extrema gravidade da situação atual. No entanto, as acusações ainda precisam de uma confirmação independente da Justiça. Apesar disso, os comunicadores solicitam a manifestação urgente do Ministério Público e dos órgãos de controle. Em suma, os promotores precisam barrar o desvio de conduta e garantir o atendimento ao cidadão amazonense sem extorsões.
Enquadramento Legal e os Crimes em Jogo
Por fim, a conduta descrita pelos empresários configura crimes graves contra a administração pública no âmbito jurídico. A exigência de reter 10% dos valores devidos caracteriza o crime de Concussão. O Código Penal brasileiro prevê essa dura infração no seu Artigo 316. A ilegalidade ocorre quando um funcionário público exige uma vantagem indevida em razão de sua função governamental. A pena para este crime varia de 2 a 12 anos de reclusão, além da multa.
Adicionalmente, os gestores podem responder por Prevaricação (Artigo 319 do Código Penal) caso a Justiça comprove a retenção intencional e ilegal dos pagamentos. A prática criminosa possui punição com detenção de três meses a um ano. Na esfera cível, os secretários também ficam sujeitos à rigorosa Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992). O processo pode resultar na perda da função pública e na suspensão dos direitos políticos. O juiz também pode exigir o ressarcimento ao erário e o pagamento de multa civil.
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