Forças Armadas enviaram recado a Lula sobre crise no STF, diz jornalista Merval Pereira; veja vídeo
Brasil – Em comentário recente nos estúdios da GloboNews, o jornalista e colunista Merval Pereira revelou detalhes de bastidores sobre a relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula das Forças Armadas. Segundo o jornalista, os comandantes militares teriam enviado uma “ponderação” direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrando preocupação com os rumos das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Merval detalhou que os militares pontuaram sua postura de não interferência durante os processos decorrentes dos atos de 8 de janeiro, mas que agora buscam previsibilidade institucional. Veja vídeo:
“Os comandantes militares já fizeram chegar ao presidente Lula a seguinte ponderação. Disseram: ‘Olha, houve o julgamento do 8 de janeiro, nós não nos metemos, ninguém reagiu, vocês condenaram no Supremo quem eles quiseram, fizeram tudo e a gente está aqui assumindo essa coisa. Nós queremos saber o que vai acontecer no Supremo’”, relatou o jornalista.
Movimentações no Planalto
De acordo com o relato, o presidente Lula estaria agindo para conter possíveis desgastes. Merval mencionou a existência de reuniões com os ministros da ala militar — como José Múcio Monteiro (Defesa) — com o objetivo de “desanuviar o clima”.
O jornalista destacou que interlocutores do presidente o descreveram como “muito preocupado” com a situação. Apesar do tom de cobrança, Merval ponderou que o movimento não deve ser lido como uma insubordinação, mas como um posicionamento estratégico. “Não é ainda insatisfação, é só um chamado: ‘estamos quietos aqui, aceitamos tudo’”, explicou.
A jornalista Andréia Sadi, que também participava da bancada, complementou a discussão trazendo informações de que ministros do STF também têm procurado o Executivo. O foco dessas conversas seria a estrutura da Polícia Federal, envolvendo tanto o “organograma” quanto o “personograma” (os nomes que ocupam cargos de confiança), indicando que a crise de confiança atinge diferentes pilares da segurança e do judiciário em Brasília.


