Educação em colapso: gestão Roberto Cidade deixa escolas sucateadas e alunos sem aulas em Maués
Amazonas – Pelo menos duas escolas estaduais de Maués, no interior do Amazonas, estão com as aulas presenciais suspensas desde a última semana. Segundo estudantes e pais de alunos, as unidades enfrentam problemas estruturais, principalmente relacionados ao sistema elétrico.
Uma das escolas afetadas é a Escola Estadual São Pedro, que possui cerca de mil alunos matriculados. As atividades presenciais foram interrompidas no dia 23 de setembro e, desde então, os estudantes passaram a acompanhar as aulas de forma remota.

A mudança tem preocupado pais e responsáveis, que relatam dificuldades para acompanhar as atividades a distância. O problema é ainda maior para estudantes que vivem na zona rural e em comunidades ribeirinhas, onde o acesso à internet pode ser limitado.
Além da Escola São Pedro, a Escola Estadual Professora Maria das Graças Nogueira também está com as aulas presenciais suspensas. De acordo com relatos da comunidade escolar, a unidade enfrenta problemas semelhantes.A falta de informações sobre a previsão de retorno das atividades presenciais também preocupa os pais dos estudantes.
Capital também enfrenta os mesmo problemas
Recentemente a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) identificou problemas de infraestrutura, climatização e rede elétrica em duas escolas estaduais localizadas nas zonas Centro-Oeste e Sul de Manaus. As situações foram constatadas durante uma fiscalização realizada na última sexta-feira (25) pelo Grupo de Trabalho Intersetorial de Defesa da Educação e Cidadania (Gidec). As unidades vistoriadas foram as escolas estaduais Maria de Lourdes Rodrigues Arruda e Hermenegildo de Campos.
Na primeira escola visitada, a Maria de Lourdes Rodrigues Arruda, que possui cerca de 480 alunos matriculados, professores relataram dificuldades relacionadas à transição da unidade para o modelo de ensino em tempo integral. Entre os problemas apontados estão a falta de espaço para descanso dos estudantes, as condições da quadra esportiva, que não possui cobertura e teve a pintura custeada pelos próprios professores, além da necessidade de reformas nos banheiros e vestiários.

Entre os problemas apontados estão a falta de espaço para descanso dos estudantes, as condições da quadra esportiva, que não possui cobertura e teve a pintura custeada pelos próprios professores, além da necessidade de reformas nos banheiros e vestiários.
A fiscalização também identificou que a escola possui mais de 15 estudantes neurodivergentes, mas conta com apenas duas professoras auxiliares para acompanhá-los em sala de aula. Outro problema apontado foi a situação dos aparelhos de ar-condicionado. Parte dos equipamentos está quebrada, o que agrava as condições de permanência de alunos e professores nas salas durante o período de altas temperaturas registrado em Manaus.
Na Zona Sul de Manaus, a situação encontrada na Escola Estadual Hermenegildo de Campos também preocupa. No início de setembro, a unidade passou a enfrentar problemas na rede elétrica, comprometendo o funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado e levando à realização de uma reforma geral no prédio.
Por causa da intervenção, os estudantes estão afastados das atividades presenciais e, segundo as informações levantadas pela Defensoria, estão há quase 30 dias sem acesso aos conteúdos das aulas.Como alternativa, a escola informou aos pais que os estudantes deverão ser transferidos temporariamente para a Escola Estadual Professor Antenor Sarmento, também localizada na Zona Sul.



