Advogado solto na audiência de custória após espancar companheira foi candidato a vereador apoiado por Cabo Maciel em Itacoatiara
Amazonas – O advogado Ewerton da Cruz Gonzaga, solto na audiência de custória após ser preso acusado de espancar a própria companheira em Manaus, já teve participação na política amazonense. Em 2024, ele disputou uma vaga na Câmara Municipal de Itacoatiara. O município fica no interior do Amazonas. Na época, o suspeito concorreu pelo Partido Liberal (PL). Inclusive, ele contou com o apoio político do deputado estadual Cabo Maciel (PL-AM) durante a campanha eleitoral.
Campanha no interior e apoio ao lado do deputado Cabo Maciel

Primeiramente, os registros da Justiça Eleitoral identificam Ewerton Gonzaga como candidato. O material mostra a sua candidatura oficial a vereador pelo município. Nas urnas, ele utilizou o número 22.888 na disputa política. No fim das contas, o advogado recebeu 312 votos da população local. Com isso, ele não se elegeu e terminou o pleito apenas como suplente.

Por outro lado, as imagens de campanha mostram o advogado em um grande evento. Ele participou do ato político ao lado do deputado Cabo Maciel. Na foto, o parlamentar aparece erguendo o braço do seu aliado. O gesto efusivo ocorreu diante do público. Sendo assim, o ato serviu como uma forte demonstração de apoio à candidatura.

Violência doméstica e o terror constante na relação
Posteriormente, o nome de Ewerton voltou a repercutir negativamente na mídia. A sua prisão em flagrante ocorreu na última quinta-feira (29). Atualmente, a polícia acusa o homem de extrema violência doméstica. A vítima é a sua própria companheira de apenas 20 anos. Conforme o boletim de ocorrência, o relacionamento era bastante conturbado. A relação era marcada por graves episódios de ciúmes e controle. Segundo a vítima, ela sofria socos, tapas e empurrões constantes durante o período de convivência.

Logo depois, o episódio mais recente e agressivo aconteceu na tarde de quinta-feira. Segundo a denúncia, Ewerton desferiu um forte soco na boca da companheira. Em seguida, ele segurou o pescoço da mulher violentamente contra a parede. O suspeito também ameaçou matá-la sem qualquer piedade. Felizmente, a mulher conseguiu pedir ajuda urgente a uma conhecida. A amiga acionou imediatamente a Polícia Militar do Amazonas. Rapidamente, policiais da 12ª Cicom foram até o endereço residencial. A equipe conduziu os envolvidos à Delegacia da Mulher (DECCM).
Soltura judicial e o grande medo de impunidade
Apesar da prisão em flagrante, Ewerton foi colocado em liberdade provisória. O juiz concedeu o alvará após a audiência de custódia criminal. Contudo, a Justiça determinou o cumprimento de severas medidas cautelares restritivas. Isso inclui a proibição total de aproximação e de contato com a vítima.

Em entrevista, a mulher teve a identidade preservada por segurança. Ela relatou que as agressões diárias começaram no mês de julho. De fato, a violência continuou ininterruptamente até o dia da prisão. Conforme o relato, o ex-companheiro ficava ainda mais agressivo após beber. Nas palavras dela, o homem dobrava a agressividade com o consumo de álcool. Ele ficava reativo e soltava xingamentos pesados e humilhantes.

Diante disso, a vítima afirmou ter realizado o exame de corpo de delito. Ela demonstrou enorme preocupação após saber da soltura judicial do investigado. Sendo assim, a jovem declarou que vive com muito medo da impunidade local. Enquanto isso, o caso grave segue sob intensa investigação policial. A liberdade inicial não significa absolvição ou encerramento sumário da denúncia.

Agora, Ewerton deverá cumprir as medidas cautelares determinadas. Em suma, o espaço permanece aberto para manifestação oficial da defesa. Da mesma forma, o deputado Cabo Maciel pode esclarecer o apoio político dado ao candidato na época.







