Midterms: Começam as eleições de meio de mandato nos EUA, e Trump enfrenta risco de perder força no Congresso
Mundo – As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos avançam com força nesta terça-feira (3). Começam as Midterms nos EUA com a abertura de milhares de seções eleitorais em mais 18 estados. A votação pode alterar totalmente o equilíbrio de forças no Congresso americano atual. Esse cenário representa um grande teste político para o presidente Donald Trump. O mandatário busca manter a maioria republicana absoluta nas duas Casas legislativas.
Disputa acirrada pelo comando do Congresso
Primeiramente, o principal embate eleitoral está na disputa pelo controle do Congresso americano. Atualmente, os republicanos possuem a maioria nas duas Casas de Leis. Por isso, eles tentam preservar essa posição dominante durante a segunda metade do mandato governamental. Na Câmara dos Representantes, todos os 435 assentos estão em disputa neste momento. Como sabemos, os deputados locais cumprem mandatos rápidos de apenas dois anos. Sendo assim, os democratas precisam conquistar ao menos três cadeiras para alcançar a maioria.
Por outro lado, a disputa no Senado envolve 35 das 100 vagas disponíveis. Hoje em dia, os republicanos possuem 53 cadeiras na Casa. Enquanto isso, os democratas e dois senadores independentes somam apenas 47 vagas. Neste cenário, a oposição democrata precisa conquistar quatro assentos para assumir o controle. Em suma, uma pequena mudança pode alterar o comando legislativo do país de forma decisiva.
O teste político de Donald Trump nas urnas
Apesar de o nome do presidente não estar nas cédulas, o resultado será revelador. Ou seja, a eleição servirá como um forte indicador de avaliação do governo atual. Entre os temas dominantes estão o custo de vida, a imigração e a guerra envolvendo o Irã. Dessa forma, o desempenho dos candidatos poderá influenciar a força do presidente. Afinal, ele precisa aprovar projetos e avançar com a sua agenda nos próximos anos.
Caso os democratas conquistem a maioria, Trump enfrentará uma gigantesca resistência. Além de dificultar a aprovação de propostas governamentais, a oposição ganhará poder. Consequentemente, eles poderão ampliar a fiscalização sobre a administração federal com mais facilidade. Inclusive, os rivais políticos poderão impulsionar novas investigações parlamentares. Por sua vez, a manutenção da maioria republicana trará alívio. Assim, o presidente continuará contando com uma base legislativa muito favorável.
Votação antecipada e os próximos passos da apuração
Vale lembrar que a votação de hoje não é o único momento de participação. Na verdade, milhões de eleitores participaram de modalidades de votação antecipada no país. Além disso, muitos cidadãos enviaram os seus votos pelos correios locais. Segundo a imprensa dos Estados Unidos, mais de 57 milhões já haviam votado antecipadamente. Entretanto, a composição desse eleitorado não determina o resultado de forma imediata. Geralmente, os republicanos apresentam maior participação apenas no dia oficial da votação.
Por fim, a contagem dos votos começará após o fechamento das urnas. Logo depois, os primeiros resultados parciais deverão aparecer ainda durante a noite. Porém, a definição de quem controlará o Congresso pode demorar vários dias. Isso ocorre devido às margens apertadas e ao grande volume de votos postais. Ademais, os americanos também escolhem 36 governadores nesta terça-feira. Em conclusão, as Midterms definirão o futuro da política internacional americana.





