Acabou o ‘amor pela Amazônia’: Governo Federal fica em silêncio sobre fumaceira que atinge o estado do Amazonas; víd
Manaus – A forte camada de fumaça que voltou a encobrir Manaus reacendeu nas redes sociais uma cobrança direcionada a artistas que, em 2021, participaram da “Canção pra Amazônia”, projeto realizado com o Greenpeace durante o governo Jair Bolsonaro. A iniciativa reuniu mais de 30 nomes, entre eles Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Elza Soares, Iza e Nando Reis.
Agora, diante de novos episódios de fumaça e avanço dos focos de calor no Amazonas, internautas voltaram a perguntar: “Cadê os artistas do Salve a Amazônia?” A cobrança compara a grande repercussão que a pauta ambiental alcançou naquele período com a mobilização pública observada atualmente.

Em 2026, o cenário voltou a preocupar. Entre 1º e 19 de setembro, o Amazonas registrou 2.384 focos, contra 624 no mesmo período de 2025 alta de 282%. Até 20 de setembro, o acumulado do ano estava próximo de 5 mil focos, ainda abaixo do recorde de 2024.
A fumaça chegou com força à capital. O Ministério Público de Contas do Amazonas informou que, entre janeiro e 9 de setembro de 2026, o estado já havia contabilizado 3.908 focos, contra 2.643 no mesmo período do ano passado, e pediu reforço das medidas de prevenção e combate aos incêndios.

O episódio, portanto, recoloca uma discussão que já apareceu em outros momentos: se a defesa da Amazônia deveria permanecer com a mesma intensidade independentemente de quem ocupa a Presidência da República.
O dado objetivo é que o problema das queimadas continua presente e, em determinados períodos recentes, voltou a atingir níveis elevados no Amazonas.



