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Acabou o ‘amor pela Amazônia’: Governo Federal fica em silêncio sobre fumaceira que atinge o estado do Amazonas; víd 

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Acabou o ‘amor pela Amazônia’: Governo Federal fica em silêncio sobre fumaceira que atinge o estado do Amazonas; víd 

Manaus – A forte camada de fumaça que voltou a encobrir Manaus reacendeu nas redes sociais uma cobrança direcionada a artistas que, em 2021, participaram da “Canção pra Amazônia”, projeto realizado com o Greenpeace durante o governo Jair Bolsonaro. A iniciativa reuniu mais de 30 nomes, entre eles Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Elza Soares, Iza e Nando Reis.

Agora, diante de novos episódios de fumaça e avanço dos focos de calor no Amazonas, internautas voltaram a perguntar: “Cadê os artistas do Salve a Amazônia?” A cobrança compara a grande repercussão que a pauta ambiental alcançou naquele período com a mobilização pública observada atualmente.

Esses mesmo artistas, eram pessoas com posicionamento político bem explícito e definido. Nomes como os citados anteriormente se envolveram no projeto que, em essência e em um primeiro momento é muito nobre e bonito, mas com intuitos bem menos autrístas por trás da primeira impressão.
O fato se ‘comprova’ ao fazermos uma simples pergunta norteadora: Onde estão esses mesmo artistas AGORA com a MESMA Amazônia em chamas, mas em momentos políticos diferentes?
Durante a época em que surgiu, o movimento tinha forte cunho político e isso está cada vez mais claro. Quando ocorreu foi para atacar e agora, o silêncio dos mesmos que gritavam pela causa nobre, mostra de que lado político estão e o que, para eles realmente importa. Eles apenas falam e gritam quando convém.
Os números ajudam a dimensionar o problema. Dados oficiais reunidos pela Defesa Civil do Amazonas, com base no INPE, mostram que o estado registrou 25.499 focos de queimadas em 2024, o maior número da série histórica local. Em 2022 foram 21.217 focos; em 2023, 19.601. Já em 2025, o número caiu para 4.545.

Em 2026, o cenário voltou a preocupar. Entre 1º e 19 de setembro, o Amazonas registrou 2.384 focos, contra 624 no mesmo período de 2025 alta de 282%. Até 20 de setembro, o acumulado do ano estava próximo de 5 mil focos, ainda abaixo do recorde de 2024.

A fumaça chegou com força à capital. O Ministério Público de Contas do Amazonas informou que, entre janeiro e 9 de setembro de 2026, o estado já havia contabilizado 3.908 focos, contra 2.643 no mesmo período do ano passado, e pediu reforço das medidas de prevenção e combate aos incêndios.

O episódio, portanto, recoloca uma discussão que já apareceu em outros momentos: se a defesa da Amazônia deveria permanecer com a mesma intensidade independentemente de quem ocupa a Presidência da República.

O dado objetivo é que o problema das queimadas continua presente e, em determinados períodos recentes, voltou a atingir níveis elevados no Amazonas.


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