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Operação do GAECO contra vereador Bual teria origem em caso de furto praticado por afilhado político

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Operação do GAECO contra vereador Bual teria origem em caso de furto praticado por afilhado político

Manaus – A operação deflagrada nesta sexta-feira (3) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), contra o vereador Rosinaldo Bual (sem partido), teria tido início a partir de um episódio de furto ao cofre do vereado em abril de 2025,  envolvendo Gabriel Ferreira Barbosa, assessor e afilhado político do parlamentar.

Segundo informações apuradas, a Polícia Civil teria identificado indícios que relacionam o vereador a suposta associação criminosa, a partir da análise de mensagens encontradas no celular do afilhado e de depoimentos de outros suspeitos presos no mesmo caso. Até o momento, não há confirmação oficial do conteúdo dessas conversas, e a defesa de Bual ainda não se manifestou.

Durante a ação desta sexta-feira, equipes do MP-AM e da Polícia Civil cumpriram mais de 10 mandados de busca e apreensão em diversos pontos de Manaus, incluindo o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O objetivo, segundo o MP-AM, é desarticular uma organização criminosa que teria atuação dentro do legislativo municipal.

O vereador compareceu à 19ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), na Zona Sul da capital, para prestar depoimento. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 10h, na sede do MP-AM, no bairro Nova Esperança, zona Oeste, onde serão divulgados mais detalhes da investigação.

O caso que desencadeou as suspeitas

O nome de Bual voltou a ganhar destaque em abril deste ano, quando um assessor considerado afilhado político do vereador foi preso acusado de participar do furto de um cofre da própria residência do parlamentar. O crime ocorreu no dia 24 de abril de 2025 e resultou no roubo de aproximadamente R$ 130 mil em espécie e quatro armas de fogo.

De acordo com a Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), o grupo criminoso responsável pela ação era liderado pelo assessor de Bual. O episódio gerou ainda mais repercussão porque a mãe do suspeito ocupava, à época, o cargo de chefe de gabinete do vereador, criando constrangimento político e pessoal dentro do gabinete.

O caso foi amplamente noticiado devido à relação de confiança quebrada e aos laços familiares envolvidos. Apesar de a polícia ter recuperado o dinheiro, na época, as quatro armas de fogo, que não seriam legalizadas, ainda não tinham sido localizadas.

Influência política

Rosinaldo Bual é conhecido por sua forte influência em bairros como a Compensa, onde mantém base eleitoral consolidada. A investigação em curso, no entanto, coloca em xeque sua atuação política e levanta questionamentos sobre possíveis conexões entre a criminalidade organizada e a estrutura da Câmara Municipal.

Até que a apuração seja concluída, as acusações contra o vereador seguem sob o status de suspeitas investigadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

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