Filho confessa morte de PM e revela ‘cova’ do pai em Manaus: ‘matou pra pegar as armas’; veja vídeo

Manaus — Um crime bárbaro que permaneceu envolto em mistério desde 2019 começou a ser desvendado pelas autoridades policiais de Manaus. Gabriel Maciel, de 33 anos, foi preso após confessar ter assassinado o próprio pai, um policial militar aposentado, com o objetivo de roubar suas armas de fogo. Neste momento, equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas realizam uma intensa operação de escavação na Rua Álvaro Pérez, localizada no bairro Nova Esperança, para localizar e exumar os restos mortais da vítima.
O Confronto e a Confissão
O caso, que era tratado inicialmente como o desaparecimento de um idoso, tomou um rumo drástico graças à persistência da companheira da vítima e madrasta do acusado. Desconfiada do envolvimento do enteado — a quem ajudou a criar desde a infância após a mãe biológica abandonar a família —, ela decidiu procurá-lo por conta própria.
Gabriel, que devido ao histórico de dependência química acabou se tornando morador de rua, foi localizado pela madrasta na região da Ponta Negra, onde sobrevivia trabalhando como guardador de carros. Ao ser pressionado por ela, e motivado pelo forte vínculo afetivo que mantém com a mulher, o homem desabou e confessou o parricídio. Logo em seguida, ambos compareceram à delegacia, onde o suspeito formalizou o depoimento.
Emboscada Motivada por Armas
De acordo com as investigações conduzidas pela DEHS, o crime ocorreu no ano de 2019. Na época, Gabriel havia compartilhado imagens das armas de fogo do pai com terceiros. A ostentação acabou despertando o interesse de dois comparsas, que convenceram o filho a planejar a morte do policial militar aposentado para roubar o armamento.
Após a execução, o corpo da vítima foi envolto em uma rede e transportado até um imóvel abandonado no bairro Nova Esperança, que atualmente funciona como um ponto de descarte irregular de lixo.
“Eles mataram o pai, pegaram as armas dele, enrolaram numa rede, empurraram nesse buraco de cabeça pra baixo”, explicou o delegado responsável pelo caso.
Para garantir que o cadáver jamais fosse descoberto e não flutuasse com a subida da água, o grupo jogou diversas pedras grandes e uma grande quantidade de entulho por cima do poço.
Operação de Resgate no Local do Crime
As buscas no terreno começaram logo cedo. Inicialmente, os bombeiros escavaram uma área retangular indicada pelo suspeito, mas os trabalhos não resultaram em nenhuma descoberta imediata. Diante do impasse, Gabriel foi interrogado novamente e deu detalhes mais específicos sobre a engenharia da ocultação: explicou que, no fundo do perímetro retangular, havia uma perfuração circular mais profunda.
Com o suspeito levado de volta ao cenário do crime para apontar a localização exata, as equipes conseguiram remover o excesso de resíduos e drenar parte da água acumulada. A manobra permitiu que os policiais finalmente avistassem a abertura do buraco circular onde o corpo foi depositado.
A operação segue em andamento no local. Os bombeiros trabalham na remoção manual das pedras que cobrem os restos mortais para que a perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) possam realizar a remoção oficial do corpo e dar andamento aos procedimentos criminais. Gabriel Maciel permanece sob custódia e responderá pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.








