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Da suposta milícia à compra de votos: saiba quem é o delegado do AM que foi alvo de duas operações da PF

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Da suposta milícia à compra de votos: saiba quem é o delegado do AM que foi alvo de duas operações da PF

Brasil – O delegado da Polícia Civil do Amazonas e candidato a deputado federal por Roraima, Daniel Antony Aquino Trindade (PL), entrou no radar da Polícia Federal em duas investigações durante a campanha eleitoral.

Em 25 de setembro, Trindade foi alvo da Operação Cunhambebe, que investiga a realização de treinamentos clandestinos e a possível formação de um suposto grupo com características de milícia privada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Segundo a PF, a investigação apura, entre outras suspeitas, possível constituição de milícia privada, incitação ao crime e embaraço à fiscalização ambiental.

Durante as buscas, os agentes encontraram dinheiro e listas com nomes de possíveis eleitores, o que também levantou suspeitas de crime eleitoral. Trindade foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, conseguiu responder em liberdade mediante o pagamento de R$ 10 mil de fiança, além de cumprir medidas cautelares.

Nova investigação

Poucos dias depois, o nome do delegado voltou a aparecer em uma nova investigação da Polícia Federal. Em 1º de outubro, 22 pessoas foram presas em flagrante durante uma ação que apurava um suposto esquema de compra de votos em Roraima.

A apuração levou à Operação Gubbio, deflagrada no dia seguinte para aprofundar as investigações sobre a origem do dinheiro e uma possível estrutura organizada para captação ilícita de votos.

O caso envolve suspeitas relacionadas à campanha eleitoral e ainda deverá esclarecer a eventual participação de candidatos e pessoas ligadas às campanhas.

Histórico no Amazonas

Antes de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em Roraima, Trindade já havia sido alvo de procedimentos enquanto atuava como delegado no Amazonas.

Em 2015, quando estava lotado em Juruá, vídeos divulgados na época mostraram situações envolvendo presos, incluindo uma luta entre detentos e agressões com uma espécie de palmatória. Os episódios foram investigados e resultaram no afastamento do delegado naquele período.

A defesa afirma que os procedimentos relacionados aos episódios no Amazonas foram arquivados e nega as acusações atuais. Sobre as operações da PF, os advogados sustentam que Trindade é inocente e vítima de perseguição política.

As suspeitas investigadas pela Polícia Federal ainda deverão ser apuradas. Eventuais responsabilidades somente poderão ser definidas após a conclusão das investigações e o devido processo legal.


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