Nem postagens de apoio são permitidas: Nova Zelândia impõe silêncio político no dia da eleição
Mundo — Neste sábado (7), os eleitores da Nova Zelândia vão às urnas para o último dia de votação. Além da intensa disputa pelo comando do Parlamento, o pleito chama muita atenção pelas leis locais rigorosas. Na verdade, as autoridades impõem o silêncio político no dia da eleição de forma extremamente severa no país. Como resultado, as restrições bloqueiam candidatos, partidos, veículos de comunicação e até os cidadãos comuns nas redes sociais.
A disputa acirrada entre o Partido Nacional e os Trabalhistas
Primeiramente, o sistema político neozelandês funciona sob o modelo parlamentarista de representação proporcional mista. Portanto, cada eleitor possui direito a dois votos distintos. O cidadão destina um voto ao partido político da sua preferência e outro ao candidato do seu distrito eleitoral. Atualmente, a política local coloca frente a frente dois grandes campos ideológicos no país da Oceania.
De um lado, o atual primeiro-ministro Christopher Luxon lidera a centro-direita pelo Partido Nacional. A sua plataforma governista concentra os esforços no equilíbrio fiscal e na recuperação forte da economia. Por outro lado, o ex-primeiro-ministro Chris Hipkins encabeça a oposição de centro-esquerda com o Partido Trabalhista. A coligação progressista apresenta grandes propostas para reduzir o alto custo de vida, melhorar o transporte público e proteger o meio ambiente.
As leis rigorosas proíbem redes sociais e propagandas físicas
Vale lembrar que o rigor absurdo da legislação eleitoral assusta muitos estrangeiros e atrai jornalistas de todo o mundo. De acordo com o Electoral Act 1993, as autoridades exigem a retirada obrigatória de qualquer propaganda física nas ruas. Sendo assim, a equipe de limpeza retira placas e cartazes partidários até à meia-noite da véspera da eleição. Ao mesmo tempo, o governo monitora as redes sociais ativamente para evitar infrações civis.
Ou seja, os moradores não podem publicar mensagens de apoio, solicitações de votos ou compartilhar conteúdo de campanhas. Apesar de o eleitor poder informar que já votou, ele deve evitar transformar a publicação em militância partidária virtual. Da mesma forma, os locais de votação restringem totalmente o uso de máquinas fotográficas. Em suma, os mesários proíbem filmar as cédulas preenchidas para proteger o absoluto sigilo das urnas.
As diferenças com o Brasil e onde acompanhar a apuração
Em comparação, o forte contraste com o modelo eleitoral adotado no Brasil salta à vista. A legislação brasileira permite a manifestação individual e silenciosa da preferência partidária durante as votações. No entanto, o sistema repudia a formação de aglomeração ou a tentativa de abordar os eleitores na porta do colégio. Já na Nova Zelândia, a polícia atua firmemente contra qualquer manifestação no ambiente digital ou físico.
Acima de tudo, essa diferença comprova como os países democráticos possuem modelos distintos para preservar a liberdade dos cidadãos. Por fim, o público global pode acompanhar a apuração oficial das urnas na internet com total segurança e transparência. Para isso, os interessados devem aceder aos portais oficiais da Comissão Eleitoral da Nova Zelândia. Logo depois, os resultados da apuração em tempo real revelarão quem governará a nação insular.
