Justiça do Paraguai decreta prisão de seis ex-diretores do Ueno Bank, e 27 pessoas são denunciadas; vídeo
Mundo – O escândalo do Ueno Bank no Paraguai ganhou novos desdobramentos após a Justiça determinar a prisão preventiva de seis ex-dirigentes da instituição financeira. Além disso, o Ministério Público paraguaio apresentou acusações contra 27 pessoas por suspeitas de irregularidades em operações bancárias milionárias.
A decisão judicial também estabeleceu prisão domiciliar para duas ex-diretoras, com uso de tornozeleiras eletrônicas. Enquanto isso, os investigadores ampliaram as diligências para localizar bens relacionados aos envolvidos.
Escândalo do Ueno Bank no Paraguai leva seis ex-dirigentes à prisão
O juiz Rodrigo Estigarribia determinou as prisões preventivas na quinta-feira (5). Entre os atingidos está Federico Miguel Vázquez Villasanti, ex-executivo do banco e do grupo empresarial relacionado à instituição.
Além dele, a decisão alcançou Juan Manuel Gustale, Julio Daniel Rey Fernández e Alejandro Gómez Abente. Diego Fernando Duarte Schussmüller e Miguel Ángel Almada Frutos também receberam a mesma medida.
Por outro lado, Mariana Isabel Torres Rubiani e Diana Leticia Mongelós González receberam prisão domiciliar. As duas deverão cumprir medidas de monitoramento eletrônico durante o processo.
Segundo o Ministério Público do Paraguai, a investigação envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis prejuízos patrimoniais.
Entretanto, as prisões possuem caráter cautelar. Portanto, não representam condenação definitiva dos investigados.
Promotoria acusa 27 pessoas por supostas irregularidades financeiras
O Ministério Público apresentou acusações formais contra 27 pessoas ligadas ao Ueno Bank e a empresas relacionadas. A investigação envolve operações financeiras realizadas entre 2025 e 2026.
Segundo os promotores, o banco teria concedido empréstimos e limites de crédito a empresas vinculadas. Além disso, algumas operações apresentariam condições incompatíveis com os padrões habituais de avaliação de risco.
Entre os problemas apontados estão a concessão de créditos elevados, prazos extensos e garantias consideradas insuficientes. Os investigadores também identificaram possíveis falhas na documentação utilizada para autorizar financiamentos.
Dessa forma, a Promotoria investiga se essas operações comprometeram recursos da instituição.
Investigação do Ueno Bank envolve milhões de dólares
O tamanho das operações investigadas chama atenção das autoridades paraguaias. Segundo a Promotoria, os saldos pendentes chegam a aproximadamente US$ 166,9 milhões.
Além disso, outras operações apresentam valores em aberto de cerca de 343,1 bilhões de guaranis paraguaios.
Os investigadores suspeitam que parte desses recursos tenha circulado entre empresas do mesmo grupo econômico. Entretanto, a destinação dos valores ainda depende de esclarecimentos.
O comunicado oficial da Promotoria paraguaia apresenta os valores e os principais elementos da investigação.
Promotoria apreende nove veículos de luxo de ex-executivo
O escândalo do Ueno Bank no Paraguai também resultou em novas diligências patrimoniais. Nesta sexta-feira (6), a Promotoria confirmou a apreensão de nove veículos de luxo.
Os automóveis estavam na residência de Federico Miguel Vázquez Villasanti, em Assunção. A operação ocorreu na noite de quinta-feira (5), sob coordenação do promotor Silvio Corbeta.
Além disso, as autoridades utilizaram guinchos para retirar os veículos da propriedade. Posteriormente, os automóveis passaram à responsabilidade da Secretaria Nacional de Administração de Bens Apreendidos e Confiscados (Senabico).
Justiça analisa bloqueio de contas e restrições patrimoniais
Além das medidas de prisão, o Ministério Público solicitou outras restrições contra os investigados. Entre elas estão o bloqueio preventivo de contas bancárias e a proibição de transferência de determinados bens.
Os promotores também pediram restrições de saída do país e apresentação de garantias patrimoniais. Dessa forma, pretendem assegurar a continuidade da investigação e preservar recursos eventualmente relacionados ao caso.
Entretanto, os pedidos apresentados pela Promotoria não significam que todas as medidas tenham recebido autorização judicial.
Por isso, cada restrição depende das decisões do magistrado responsável pelo processo.
Investigação bancária no Paraguai continua
A investigação segue em andamento e busca esclarecer a participação de cada pessoa nas operações financeiras. Além disso, os promotores analisam documentos bancários, registros empresariais e movimentações de recursos.
Segundo o Ministério Público, parte das transações teria ocorrido entre empresas com vínculos societários e administrativos. Por isso, os investigadores procuram identificar a finalidade dos empréstimos e os caminhos percorridos pelo dinheiro.
Enquanto isso, a Justiça paraguaia continuará avaliando as responsabilidades individuais dos 27 acusados.
O escândalo do Ueno Bank no Paraguai ainda poderá apresentar novos desdobramentos. Entretanto, as acusações permanecem sujeitas à análise judicial, com garantia do direito de defesa dos envolvidos.
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