Violência e corrupção são as maiores preocupações dos brasileiros, aponta pesquisa Quaest

Brasil – A segurança pública consolidou-se como o maior gargalo do país na percepção dos cidadãos. Segundo dados da nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada na manhã desta quarta-feira (15), a violência segue como o principal problema apontado pelos brasileiros, mantendo uma tendência observada desde o início do ano.
O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 13 de abril, ouvindo 2.004 eleitores a partir de 16 anos em todo o território nacional.
Raio-x dos problemas nacionais
O tema da violência aparece isolado na liderança, sendo citado por 27% dos entrevistados. O índice, embora elevado, mostra uma estabilização em comparação ao pico registrado em novembro de 2025, quando o temor com a segurança atingiu a marca de 40%.
Logo atrás da violência, a corrupção ressurge como uma preocupação central para 19% dos eleitores. O ranking das maiores inquietações da população é completado por:
• Problemas sociais: 16%
• Saúde: 14%
• Economia: 9%
Economia perde protagonismo no debate
Um dado que chama a atenção dos analistas é o baixo índice de preocupação com a economia, que aparece com apenas 9%. O número sugere que, para a maioria dos brasileiros, as questões de ordem pública e social hoje sobrepõem-se às pautas financeiras e de inflação no debate sobre os grandes males do país.
Ao longo de todo o primeiro quadrimestre de 2026, a violência não deixou o topo das pesquisas, sinalizando uma pressão contínua sobre as políticas de segurança dos governos estaduais e federal.
Pessimismo se estabiliza e maioria dos brasileiros vê Brasil no rumo errado
A percepção do eleitorado brasileiro sobre os rumos da nação permanece marcada pelo ceticismo. De acordo com o mais recente levantamento da Genial/Quaest, realizado em abril de 2026, 58% dos entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção errada. O número mostra uma resiliência do pessimismo, mantendo o mesmo patamar registrado no mês anterior e em diversos momentos de 2025.
Oscilações e tendências
Ao analisar o histórico dos últimos 14 meses, observa-se que o sentimento de desaprovação atingiu seu pico em maio de 2025, quando chegou a 61%. Desde então, o índice flutuou entre 55% e 58%, sem apresentar uma tendência clara de melhora estrutural na visão da opinião pública.
Por outro lado, a parcela da população que enxerga o país no caminho correto apresentou uma ligeira erosão. Em março de 2025, 36% viam o Brasil na “direção certa”. Após oscilações que levaram o índice a 37% em janeiro deste ano , o otimismo recuou para 34% em abril de 2026.
Estabilidade na indecisão
O grupo dos que não souberam ou não responderam (NS/NR) tem se mantido estável e reduzido. Em abril de 2026, o índice foi de 8% , variando minimamente ao longo do período — o ponto mais baixo foi registrado em setembro de 2025 (6%) e o mais alto em fevereiro de 2026 (9%).
Resumo dos Dados (Abril/2026):
• Direção Errada: 58%
• ireção Certa: 34%
• NS/NR: 8%
Os dados reforçam um cenário de polarização e um desafio contínuo para o governo em reverter a percepção majoritária de que o país enfrenta dificuldades em sua trajetória atual.








