Prédio desaba em São Paulo, deixa 27 feridos e mobiliza buscas por possíveis vítimas no Brás; veja vídeo
Brasil – Na noite desta sexta-feira (6/11), um trágico acidente assustou os moradores da região central. Um prédio desaba em São Paulo e deixa 27 pessoas feridas no conhecido bairro do Brás. De imediato, o colapso estrutural do imóvel de quatro andares mobilizou diversas equipes de resgate na Rua Maria Joaquina. Ou seja, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Defesa Civil atuaram rapidamente para salvar os trabalhadores presos sob os escombros.
O resgate dramático e a suspeita de vítimas soterradas
Primeiramente, o desabamento aconteceu por volta das 18h38, num momento de intensa correria na loja. Os funcionários descarregavam e armazenavam muitas mercadorias no estabelecimento comercial. Segundo as autoridades, 35 pessoas estavam no interior do imóvel no instante exato da tragédia. Apesar do grande susto, oito trabalhadores conseguiram escapar sozinhos, enquanto os socorristas retiraram as outras 27 vítimas machucadas.
Em seguida, as ambulâncias encaminharam quatro feridos mais graves para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. Os médicos já deram alta para dois pacientes, mas precisaram transferir uma vítima instável para o Hospital Estadual de Vila Alpina. Por outro lado, um trabalhador assustado abandonou a unidade de saúde antes mesmo de receber a liberação oficial da equipe médica.
Além disso, as equipes de resgate viveram momentos de forte tensão durante a madrugada. Os cães farejadores indicaram a possível presença de uma vítima presa debaixo dos blocos de concreto. No entanto, a capitã Karol Burunsizian explicou que o sinal dos animais exige uma verificação bem mais profunda e cuidadosa. Vale lembrar que os bombeiros interromperam as buscas noturnas por causa do risco iminente de um novo desmoronamento.
Excesso de peso, rachaduras antigas e falta de vistoria
Na manhã deste sábado (7), a Prefeitura de São Paulo enviou uma retroescavadeira para ajudar na remoção dos materiais pesados. A polícia agora investiga as reais causas da tragédia que destruiu a loja de roupas e tecidos Venom. Atualmente, a principal suspeita recai sobre o peso excessivo da carga estocada no local. O comércio recebeu grandes contêineres recentemente e utilizava os andares superiores como depósito para pesados rolos de tecidos.
Com isso, alguns sobreviventes relataram que o imóvel já apresentava grandes rachaduras preocupantes nas paredes. O trabalhador Edmilson Miranda Silva denunciou que muitos lojistas do bairro ignoram os perigos diários. Segundo ele, os empresários armazenam grandes volumes em estruturas não preparadas para suportar tanto peso. Como resultado, o edifício vizinho, chamado Clay Têxtil, também sofreu danos estruturais e acabou totalmente interditado pela Defesa Civil.
Para piorar a situação, a documentação do local revelou uma grave irregularidade perante a lei. O Corpo de Bombeiros confirmou que o prédio não possuía o Auto de Vistoria (AVCB) dentro da validade exigida. Sendo assim, o dono não garantiu que a edificação cumpria as exigências básicas contra incêndios e emergências. Em conclusão, todo o Brasil acompanha o trabalho dos 51 bombeiros que vasculham os destroços para descartar a presença de pessoas soterradas.
