Bets do cr1me: polícia bloqueia criptomoedas e Justiça mira até R$ 3,48 bilhões em esquema de apostas ilegais; veja vídeo
Brasil – A Operação Azzardo contra bets ilegais mobilizou cerca de 200 policiais nesta quinta-feira (5). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um esquema suspeito de movimentar aproximadamente R$ 1 bilhão por meio de empresas e plataformas de apostas clandestinas.
Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 3,48 bilhões em contas e ativos financeiros dos investigados. A operação também busca rastrear criptomoedas e identificar os responsáveis pelas movimentações.
O valor bilionário representa o limite das medidas judiciais autorizadas. Portanto, não significa que a polícia já tenha localizado ou bloqueado toda essa quantia.
Operação Azzardo contra bets ilegais mira esquema bilionário
A Polícia Civil investiga uma rede suspeita de explorar apostas sem autorização federal. Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas intermediárias para receber dinheiro dos apostadores.
Além disso, os recursos circulavam por contas bancárias e instituições financeiras. Parte das movimentações também envolvia a conversão de valores em criptomoedas.
A Justiça autorizou bloqueios contra 64 pessoas físicas e 120 empresas. Dessa forma, os investigadores buscam preservar recursos que possam ter ligação com as atividades investigadas.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, as medidas também alcançam bens e ativos mantidos em instituições financeiras.
Polícia investiga uso de criptomoedas para movimentar dinheiro
As criptomoedas representam uma das frentes da investigação. Isso porque os policiais identificaram indícios de conversão de recursos das plataformas em ativos digitais.
Conforme as informações iniciais da operação, aproximadamente R$ 280 mil em criptomoedas teriam sido bloqueados. No entanto, esse valor específico ainda depende de confirmação independente.
Além disso, os investigadores analisam movimentações financeiras para identificar a origem e o destino dos recursos.
Por isso, a apuração envolve contas bancárias, empresas intermediárias e operações realizadas em diferentes instituições.
Empresas de fachada
A investigação também identificou empresas com atividades aparentemente incompatíveis com o recebimento de dinheiro de apostas.
Os investigadores também apuram o possível uso de pessoas para abertura de contas e empresas. Segundo a PCDF, terceiros podem ter fornecido dados pessoais em troca de pagamentos.
Apostadores denunciaram dificuldades para sacar dinheiro
A investigação também reúne relatos de pessoas que utilizaram plataformas suspeitas. Segundo as informações policiais, apostadores afirmaram ter realizado depósitos e obtido supostos ganhos.
No entanto, parte deles relatou dificuldades para retirar o dinheiro. Por isso, os investigadores passaram a analisar possíveis práticas de fraude eletrônica.
Além disso, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificou plataformas que operavam sem autorização federal.
Operação Azzardo cumpre mandados em seis unidades da Federação
A ação mobilizou equipes no Distrito Federal e em cinco estados. Os policiais realizaram diligências em São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.
Segundo informações divulgadas sobre a operação, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão. Desse total, 24 tiveram como destino o Distrito Federal e 26 foram distribuídos entre os estados.
Além disso, a Justiça determinou a suspensão de registros de 100 empresas e empresários individuais. As medidas também incluem restrições bancárias e acesso judicial a informações financeiras dos investigados.
Enquanto isso, a PCDF continua analisando documentos, equipamentos eletrônicos e movimentações financeiras.
Polícia investiga lavagem de dinheiro e organização criminosa
Os investigados poderão responder por diferentes crimes, conforme a participação individual apontada nas apurações.
Entre os possíveis delitos estão exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Além disso, a polícia apura suspeitas de falsidade ideológica e organização criminosa.
No entanto, a investigação ainda precisa esclarecer a responsabilidade de cada pessoa e empresa. O bloqueio de bens não representa condenação criminal.
O Ministério da Fazenda disponibiliza informações oficiais sobre a regulamentação e a fiscalização das apostas. Enquanto isso, a polícia busca reconstruir o caminho do dinheiro e identificar outros possíveis envolvidos.





