Amazonense Mauro Campbell é eleito vice-presidente do STJ e assume papel central na nova gestão

Brasil – O novo cenário de liderança no Superior Tribunal de Justiça (STJ) começa a tomar forma com a escolha do vice-presidente da Corte, cargo que será ocupado pelo ministro Mauro Campbell Marques. A definição ocorreu nesta terça-feira (14), durante sessão que também elegeu o ministro Luis Felipe Salomão como novo presidente do tribunal.
Atual corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell assume a vice-presidência em uma composição que deve conduzir o STJ pelos próximos dois anos. A posse da nova gestão, no entanto, está prevista apenas para agosto, ao término do mandato do atual presidente, Herman Benjamin.
A eleição foi realizada por meio de cédulas de papel, mas já há previsão de modernização do processo. Por sugestão da ministra Nancy Andrighi, as próximas votações internas da Corte deverão ocorrer com o uso de urnas eletrônicas.
Além da vice-presidência ocupada por Mauro Campbell, os ministros também definiram outras funções estratégicas dentro do Judiciário. O ministro Benedito Gonçalves foi escolhido como novo corregedor nacional de Justiça — indicação que ainda depende de aprovação do Senado. Já o ministro Raul Araújo assumirá a direção-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), enquanto Sebastião Reis Júnior ficará à frente da Revista do STJ.
A escolha unânime da nova cúpula foi destacada por Herman Benjamin como um sinal de coesão institucional. Segundo ele, o resultado demonstra a confiança dos integrantes da Corte na nova gestão.
O STJ é uma das principais instâncias do Judiciário brasileiro, responsável por uniformizar a interpretação das leis federais. A Corte é composta por, no mínimo, 33 ministros indicados pelo presidente da República e aprovados pelo Senado, com vagas distribuídas entre magistrados da Justiça Federal, estadual, advogados e membros do Ministério Público.
Com a vice-presidência, Mauro Campbell reforça sua posição de destaque dentro do tribunal, assumindo papel central na condução administrativa e jurisdicional da Corte ao lado do novo presidente.








