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Saúde sem sair do interior: Ufam amplia atendimento remoto e oferece 19 especialidades médicas no Amazonas

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Saúde sem sair do interior: Ufam amplia atendimento remoto e oferece 19 especialidades médicas no Amazonas

Amazonas – Moradores de municípios do interior do Amazonas estão conseguindo acesso a atendimento especializado sem precisar, necessariamente, enfrentar uma longa viagem até Manaus. O projeto Telessaúde, desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), conecta profissionais de saúde locais a especialistas do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV/Ufam).

O atendimento começa na própria unidade básica de saúde do município. Quando o profissional identifica que o paciente precisa da avaliação de um especialista, o caso é inserido na plataforma e a equipe de regulação do HUGV agenda a consulta on-line. Durante o atendimento, paciente, profissional local e médico especialista participam juntos da avaliação.

Atualmente, o programa oferece 19 especialidades médicas e odontológicas, entre elas cardiologia, dermatologia, endocrinologia, ginecologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia, pediatria e psiquiatria. O serviço também inclui telediagnóstico, teleconsultoria e segunda opinião formativa.

Os números mostram o peso da iniciativa. Entre janeiro e maio deste ano, foram realizados 973 atendimentos especializados, e 857 deles, o equivalente a 88,07%, foram resolvidos totalmente por telemedicina, evitando o deslocamento dos pacientes até a capital. O acompanhamento remoto também contribuiu para a realização de 26 cirurgias no período.

A rede já alcança 34 municípios e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas, atendendo moradores de áreas remotas, comunidades ribeirinhas e populações indígenas. Só em 2025, o Telessaúde realizou 1.551 teleinterconsultas, 1.305 telediagnósticos e 359 teleconsultorias, com impacto em mais de 6,2 mil participantes.

Além de aproximar o especialista de quem mora longe de Manaus, o modelo também reduz gastos com viagens. Segundo os dados apresentados, a economia estimada em 2025 chegou a R$ 45 milhões, principalmente com a diminuição das despesas de Tratamento Fora de Domicílio e deslocamentos logísticos. Quando o atendimento presencial é indispensável, o próprio sistema organiza o encaminhamento ao HUGV com exames e consultas previamente agendados.


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