Cheia dos rios no Amazonas já afeta 133 mil pessoas e coloca 16 municípios em emergência

Amazonas – O avanço da cheia dos rios no Amazonas já impacta cerca de 133 mil pessoas e levou 16 municípios a decretarem situação de emergência. Os dados foram divulgados na terça-feira (28) pela Defesa Civil do Estado do Amazonas, que monitora continuamente o nível dos rios em todo o estado.
O avanço da cheia dos rios no Amazonas já impacta cerca de 133 mil pessoas e levou 16 municípios a decretarem situação de emergência. Os dados foram divulgados na terça-feira (28) pela Defesa Civil do Estado do Amazonas, que monitora continuamente o nível dos rios em todo o estado.
A cidade de Jutaí foi a mais recente a entrar na lista de municípios em estado crítico. Apesar disso, o órgão não informou a medição atualizada do rio que corta a região. A cheia atinge diferentes áreas do interior, com impactos diretos em comunidades ribeirinhas, onde o acesso a serviços básicos se torna ainda mais difícil.
Além das cidades em emergência, outras quatro estão em alerta e 31 em situação de atenção. A capital, Manaus, permanece em condição de normalidade, assim como outros dez municípios.
Entre as localidades em situação mais grave estão Tabatinga, Benjamin Constant, Boca do Acre e Lábrea, regiões frequentemente afetadas por cheias sazonais, mas que neste ano enfrentam um volume de água acima da média em diversos pontos.
Medidas emergenciais
Para tentar reduzir os impactos da inundação, o governo estadual iniciou a distribuição de kits do projeto Água Boa, voltados à purificação de água. Ao todo, 120 unidades foram enviadas a 20 municípios, incluindo Iranduba e Itacoatiara. A medida busca garantir acesso à água potável, especialmente em comunidades isoladas.
Na área econômica, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas anunciou ações emergenciais para apoiar moradores e pequenos empreendedores afetados. Entre as iniciativas estão a ampliação de crédito, a dispensa de garantias e a renegociação de dívidas, com prazos estendidos e carência para início dos pagamentos.
O acompanhamento da situação é feito pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, com apoio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, que coordena as respostas diante das mudanças no cenário hídrico.
Saúde em atenção durante a cheia
Com o aumento do nível dos rios, também crescem os riscos à saúde da população. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto, divulgou orientações para prevenir doenças comuns nesse período.
Entre as recomendações está o reforço da vacinação contra hepatite, tétano e raiva, além da imunização de animais domésticos. A distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento da água também foi intensificada, especialmente em áreas rurais.
O documento orienta ainda que os municípios redobrem a vigilância sobre a qualidade da água e estejam preparados para agir rapidamente em casos de contaminação, evitando surtos de doenças.
Monitoramento contínuo
A Defesa Civil afirma que segue acompanhando de perto a evolução da cheia em todo o estado. O cenário ainda é considerado instável, e novos municípios podem entrar em situação de emergência nas próximas semanas, a depender do comportamento dos rios.
Enquanto isso, milhares de famílias seguem lidando com os impactos diretos das inundações, que afetam moradias, mobilidade e o acesso a serviços essenciais em diversas regiões do Amazonas.








