Por falta de pagamento da SES-AM, empresa ameaça retirar equipamentos de hospitais estaduais

Amazonas – A prestação de serviços de saúde na rede pública do Amazonas pode enfrentar um grave obstáculo nas próximas semanas. A empresa Fast Copi Med emitiu uma notificação formal à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), alertando sobre a iminente retirada de equipamentos locados que dão suporte à vida em diversas unidades de saúde do estado.
A motivação principal para a medida drástica é a alegada falta de pagamentos e a ausência de regularização de contratos indenizatórios por parte da administração estadual, uma situação que se arrastaria desde o ano de 2022 até 2026.
O Ultimato à Secretaria de Saúde
O comunicado foi formalizado por meio do Ofício nº 014/2026, datado de 20 de maio de 2026, e direcionado à titular da SES-AM, Nayara Maksude. No documento, a Fast Copi Med estabelece um prazo de 45 dias para que a secretaria regularize os contratos e sane a inadimplência. Caso as exigências não sejam atendidas, a empresa afirma que realizará a retirada total dos equipamentos das unidades.
A direção comercial da empresa argumenta que, apesar do déficit financeiro gerado pela falta de repasses do Estado, não deixou de cumprir com as manutenções preventivas e corretivas dos aparelhos. A empresa afirma que manteve a prestação dos serviços ininterrupta para não causar danos aos usuários que necessitam de suporte à vida.
Unidades Afetadas
A possível retirada dos aparelhos atingiria complexos hospitalares cruciais para o atendimento da população na capital amazonense. As unidades listadas na notificação são:
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Hospital Universitário Francisca Mendes.
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Hospital de Medicina Tropical.
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Instituto da Criança do Amazonas (ICAM).
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Maternidade de referência ANA BRAGA.
Acionamento de Órgãos de Controle
Diante da alegada inércia da SES-AM em resolver a pendência após “inúmeras tratativas”, a empresa decidiu escalar as cobranças para as esferas de fiscalização e controle. Representações foram protocoladas no dia 21 de maio de 2026 em três órgãos diferentes:
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Ministério Público Federal (MPF): A denúncia foi registrada sob a manifestação nº 20260042682 (PR-AM-00039236/2026) e encaminhada ao Gabinete do Procurador Chefe da Procuradoria da República no Amazonas para análise.
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Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM): A empresa enviou o Ofício nº 015/2026, endereçado à presidente Yara Amazônia Lins, relatando a falta de interesse da gestão pública na regularização contratual.
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Ministério Público Estadual (MPE-AM): O Ofício nº 016/2026 foi direcionado a Leda Mara Nascimento Albuquerque, gerando o protocolo nº MP 02.2026.00004709-4, com o intuito de buscar providências e responsabilizações.
Riscos à População e Falta de Resposta
O ofício destaca que os aparelhos em questão são fundamentais para o suporte à vida dos pacientes internados nessas unidades estaduais. A concretização da ameaça de retirada comprometeria de forma severa setores estratégicos, agravando ainda mais a situação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) não havia emitido um pronunciamento oficial sobre as acusações ou sobre quais medidas emergenciais serão tomadas para evitar a desassistência aos pacientes caso o prazo de 45 dias expire sem um acordo. O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos por parte do Governo do Estado.








