Em defesa do Amazonas, Beth Docinho quer transformar ZFM em modelo permanente
Amazonas – No cenário político amazonense, onde muitos discursos se repetem sem tocar nas feridas estruturais, uma voz feminina e combativa vinda do interior do Estado desponta com uma proposta ousada e essencial. Elizabeth de Souza Levy Vasconcelos, carinhosamente conhecida e abraçada pelo povo como Beth Docinho, traz para o centro do debate nacional uma ideia que exige bravura: a perenização definitiva da Zona Franca de Manaus (ZFM).
Assistente social dedicada e empreendedora da piscicultura em Iranduba, Beth tem a vivência prática de quem conhece a fundo a realidade do interior. É com essa base sólida e olhar humano que ela defende a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Congresso Nacional para retirar o prazo de validade dos incentivos fiscais do modelo, atualmente limitados a 2073.
Com uma leitura muito realista da economia local, ela evidencia uma verdade inegável: a Zona Franca sustenta não apenas a capital, mas todos os 61 municípios do interior. “No meu município a gente vive da Zona Franca. Não tem nenhuma indústria instalada nele, mas é graças aos repasses do Estado que a economia gira”, explica a candidata, lembrando que até mesmo a pujante Parintins depende desses recursos para sobreviver.
Além da sensibilidade econômica, Beth Docinho demonstra uma visão ambiental apurada. Ela aponta, com muita lucidez, que o modelo ZFM foi o único que realmente prosperou em harmonia com a natureza, sendo o grande responsável por manter 97% da floresta amazônica preservada. A candidata ressalta que alternativas de desenvolvimento no Estado costumam enfrentar duras barreiras – como as eternas dificuldades para o asfaltamento da BR-319 e os obstáculos à exploração de minérios essenciais, como o potássio, no interior. Portanto, proteger o que já dá certo é mais do que uma escolha política, é uma questão de sobrevivência regional.
O grande diferencial da trajetória de Beth, no entanto, é o seu olhar para o amanhã. Enquanto muitos políticos pensam apenas no próximo ciclo eleitoral, ela pensa nas próximas gerações. Como uma avó zelosa, Beth enxerga muito além de 2073. Ela sabe que enfrentar a oposição de estados do Sudeste para perenizar o modelo exige uma força singular, mas recusa-se a deixar esse fardo para seus netos. Blindar a Zona Franca na Constituição Federal é garantir que o Amazonas não retroceda e continue gerando emprego e renda de forma sustentável para o mundo ver.
Como a própria Beth define de forma inspiradora: “Só uma mulher de coragem para dar a partida nessa luta”. E é exatamente essa postura destemida, firme e protetora que o Amazonas precisa para assegurar o futuro do seu povo.




