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Wilson Lima passa vergonha: SINTEAM expõe colapso da educação no Amazonas diretamente ao Ministro Camilo Santana

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Wilson Lima passa vergonha: SINTEAM expõe colapso da educação no Amazonas diretamente ao Ministro Camilo Santana

Manaus – A visita do Ministro da Educação, Camilo Santana, a Manaus nesta quinta-feira (26) se transformou em um momento de constrangimento para o governador Wilson Lima. Longe das narrativas oficiais do Estado, o ministro foi confrontado com a dura realidade do ensino público amazonense.

Durante a passagem do ministro pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina, furou o bloqueio institucional e levou as denúncias da categoria diretamente ao alto escalão do Governo Federal, incluindo a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O recado foi claro e expôs a ineficiência da gestão estadual: o Governo do Amazonas não cumpre as determinações do Ministério da Educação (MEC) e as instâncias de fiscalização locais são inoperantes. “No âmbito estadual nós alcançamos, mas não anda. Aqui não anda, infelizmente”, desabafou a líder sindical.

O Retrato do Caos nas Escolas Estaduais

Em um relato que escancarou a precariedade da rede estadual de ensino, os representantes do Sinteam listaram as “atrocidades” enfrentadas diariamente por alunos e professores sob a gestão de Wilson Lima:

  • Fome nas escolas: Unidades de ensino estão operando sem o fornecimento de merenda escolar. A situação atinge contornos desumanos no interior do estado. A presidente do sindicato lembrou que, devido aos desafios logísticos, a merenda chega a demorar 40 dias para alcançar municípios como São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga (Belém do Solimões).
  • Falta de infraestrutura básica: Estudantes estão assistindo às aulas sentados no chão devido à falta de carteiras, ou sendo obrigados a dividi-las.
  • Déficit de profissionais e sobrecarga: Além da falta de professores, o governo estadual impôs um aumento unilateral de 25 minutos na carga horária dos trabalhadores da educação.

Pedido de Intervenção Federal

Diante do que classificam como descaso e omissão do governo de Wilson Lima, o sindicato clamou por uma intervenção federal. O apelo foi para que o Ministério da Educação não feche os olhos para o Amazonas e que órgãos de controle federais assumam a investigação que o Estado falha em conduzir.

A principal exigência do Sinteam é que a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) rastreiem o destino das verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Nós queremos que a CGU faça essa fiscalização e que nós comecemos a saber para onde está indo, de fato, a merenda dos nossos alunos”, cobrou Ana Cristina.

O sindicato agora busca oficializar as denúncias em Brasília, exigindo que o Governo Federal atue para garantir o básico que a gestão estadual tem negado aos estudantes e professores do Amazonas.


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