Veritá afronta Justiça Eleitoral e divulga pesquisa suspensa no Amazonas
Manaus – O Instituto Veritá publicou na manhã desta sexta-feira (2) os resultados de uma pesquisa de intenção de voto que havia sido expressamente proibida pela Justiça Eleitoral do Amazonas. Mesmo notificada oficialmente da decisão às 10h09, a empresa ignorou a determinação judicial e liberou os dados em suas redes sociais pouco depois das 11h, incluindo cenários para o Governo do Estado, Senado e Presidência da República.
A suspensão foi determinada pelo juiz auxiliar da propaganda, Diogo Oliveira Nogueira Franco, que acatou a representação formulada pela coligação “Pra Cima, Amazonas”, do candidato a governador David Almeida. A ação apontou irregularidades que comprometem a transparência metodológica do levantamento, registrado sob o número AM-09118/2026.
De acordo com a denúncia validada pela Justiça, o plano amostral do instituto não apresenta uma delimitação territorial concreta. Embora o Veritá afirme ter dividido o Estado em macrorregiões para sortear os municípios e realizar as 1.220 entrevistas, o documento não detalha quais foram essas regiões, as cidades escolhidas ou a distribuição proporcional dos eleitores ouvidos. Essa omissão de dados essenciais impede a fiscalização adequada e a auditoria da execução da pesquisa pelos partidos e órgãos de controle.
Na sentença, o magistrado foi claro ao exigir a restrição absoluta dos dados: “Determino ao Instituto Veritá Ltda a imediata suspensão da divulgação dos resultados da pesquisa eleitoral nº AM-09118/2026, integral ou parcialmente, por qualquer meio, até ulterior deliberação deste Juízo”.
Pelo descumprimento da ordem judicial ao realizar a publicação de forma deliberada, o Instituto Veritá agora está sujeito à aplicação de multa fixada em R$ 10 mil, podendo alcançar o limite de R$ 100 mil.





