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“Só ruínas”: gestão de Wilson Lima abandona obras de R$ 17 milhões da Casa da Mulher Brasileira em Manaus; veja vídeo

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“Só ruínas”: gestão de Wilson Lima abandona obras de R$ 17 milhões da Casa da Mulher Brasileira em Manaus; veja vídeo

Manaus – O que deveria ser o maior e mais completo símbolo de acolhimento a mulheres vítimas de violência no Amazonas resume-se, hoje, no verdadeiro retrato da vergonha:  mato e concreto esquecido. Localizada na Rua Major Isidoro, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus, a construção da Casa da Mulher Brasileira virou um verdadeiro monumento ao descaso da gestão Wilson Lima. Neste dia 26 de fevereiro de 2026, a obra encontra-se em estado de total abandono.

O contraste com as promessas do governo é gritante. A última movimentação oficial no local ocorreu há quase um ano, em 16 de março de 2025, quando o governador esteve no canteiro em vistoria, garantindo celeridade ao que chamou de “inovação no atendimento humanizado”. Desde então, a estrutura travou com meros 16,40% de execução, restrita apenas aos pilares e vigas de sustentação.

A paralisação vai além da ineficiência administrativa; ela acende um alerta vermelho sobre a gestão do orçamento público, exigindo intervenção imediata do Ministério Público Federal (MPF).

O projeto grandioso prevê um investimento total de R$ 17,5 milhões (sendo R$ 12,4 milhões orçados apenas para a construção do prédio). O ponto central e mais grave da denúncia é a origem dessa verba: R$ 10 milhões são oriundos de emendas de bancada federal.

Diante do abandono, a sociedade civil e os movimentos de proteção à mulher levantam questionamentos urgentes:

  • Onde foi parar esse recurso “FEDERAL” carimbado e destinado para a obra?
  • Onde está o Secretário da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) para prestar contas desse apagão logístico e financeiro?
  • Por que a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) cruzaram os braços?
  • O Que as Mulheres do Amazonas Estão Perdendo?

O abandono penaliza diretamente quem mais precisa de socorro. A unidade de Manaus foi projetada como um equipamento do Tipo 1 (a estrutura mais completa do Brasil). O terreno de quase 10 mil metros quadrados deveria abrigar um complexo de 4.178 m² de área construída, com 84 salas e 19 banheiros.

Mais do que paredes, a Casa da Mulher Brasileira é a espinha dorsal do Programa Mulher Viver sem Violência. O estado seria o 9º do país a oferecer essa estrutura, que unifica, no mesmo espaço, serviços vitais para que as vítimas superem o ciclo de abusos (sejam eles psicológicos, morais, patrimoniais, físicos ou sexuais):

  • Acolhimento e triagem com apoio psicossocial.
  • Atuação conjunta de Delegacia especializada, Juizado, Ministério Público e Defensoria Pública.
  • Brinquedoteca, alojamento de passagem e projetos para autonomia econômica.

Do Papel para as Ruínas


A Casa da Mulher Brasileira representa o passo definitivo do Estado para garantir que as mulheres vivam sem violência, oferecendo empoderamento e suporte jurídico. Ao deixar essa obra às moscas, a gestão estadual não apenas enterra milhões em dinheiro público, mas vira as costas para a segurança de milhares de amazonenses.

O silêncio do Governo precisa ser quebrado. A palavra, agora, está com os órgãos de controle.


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