Sidney Leite diz que Sargento Salazar tem ‘perfil e densidade eleitoral’ para ser vice de Omar Aziz; veja vídeo
Amazonas – O cenário pré-eleitoral no Amazonas aponta para movimentos inesperados nos bastidores. Em entrevista recente, o deputado federal Sidney Leite (PSD) desenhou a estratégia para a candidatura majoritária de seu correligionário, o senador Omar Aziz (PSD), sugerindo que a chapa necessita de um vice com forte apelo popular em Manaus. O nome que surgiu com força nessa equação foi o do Sargento Salazar (PL).
Ao ser questionado se o perfil do militar se encaixaria na vaga, Leite foi direto: “Eu defendo um nome que tenha densidade eleitoral na cidade de Manaus”. Quando provocado sobre a popularidade de Salazar na capital, o deputado validou a hipótese: “Se enquadra. O Salazar tem densidade agora”.
O Silêncio Estratégico
A citação de Leite traz à tona um cenário político curioso e contraditório. Sargento Salazar é filiado ao Partido Liberal (PL), sigla que abriga o ex-presidente Jair Bolsonaro e que, nacionalmente, faz oposição ferrenha à base de esquerda — da qual Omar Aziz (PSD) é um dos principais aliados no Senado.
No entanto, a rivalidade ideológica parece não estar se refletindo na postura digital. Quem acompanha as redes sociais de Salazar notou um detalhe intrigante: embora seja um crítico contumaz da esquerda, ele curiosamente não tem direcionado ataques ou críticas a Omar Aziz em seus vídeos recentes. Esse “cessar-fogo” virtual alimenta as especulações de que uma costura política improvável entre PSD e uma ala do PL (ou uma dissidência pessoal do sargento) pode estar em curso.
A Lógica dos Números: Capital vs. Interior
Para Sidney Leite (PSD), a escolha do vice é pura matemática eleitoral. Segundo ele, Omar Aziz já construiu uma “grande força política” no interior do estado, mas precisa blindar sua campanha na capital, onde o embate promete ser mais duro.
“Manaus vai representar aqui 52% e alguma coisa dos votos. São quase um milhão de votos válidos”, alertou Leite.
O deputado finalizou dizendo que “se vai ser ele [Salazar], como vai ser construído”, ainda é uma questão em aberto. Contudo, ao não descartar um nome do PL para compor com o PSD, Leite sinaliza que, na disputa pelo governo, a densidade de votos pode falar mais alto que a coerência partidária.


