Senadores denunciam que ONG que tenta barrar a BR-319 recebe recursos da Open Society Foundations, de George Soros; veja vídeo

Brasil — Um debate acalorado no Senado Federal trouxe à tona graves denúncias sobre a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) e interesses estrangeiros em obras de infraestrutura vitais para a região Norte do Brasil. O principal alvo das críticas foi uma associação que atua judicialmente para impedir a pavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Segundo os parlamentares, a entidade recebe aportes milionários da Open Society Foundations, do bilionário George Soros, e possui ligações com familiares do alto escalão do Governo Federal.
Durante a sessão, os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Eduardo Braga (MDB-AM) e Eduardo Girão (Novo-CE) expuseram números que chamaram a atenção do Plenário. Heinze destacou que a fundação internacional teria aportado US$ 31,3 milhões na associação com o claro objetivo de dificultar as obras. “Uma rodovia que é a redenção de um estado pobre”, pontuou o parlamentar gaúcho.
A denúncia ganhou ainda mais peso quando revelado quem estaria à frente da ofensiva jurídica contra a estrada. De acordo com Heinze, a defesa jurídica que representa a ONG na ação que tramita na Justiça Federal do Amazonas teria ligações familiares com a ministra do Meio Ambiente.
O senador Eduardo Braga, representante do Amazonas e profundo conhecedor do entrave logístico enfrentado pelo estado, endossou a gravidade da situação trazendo dados complementares. Segundo Braga, o observatório em questão teria recebido R$ 771 milhões nos últimos dez anos, sendo 90% desse montante oriundo de recursos internacionais.
Interesses externos contra o Brasil
Em pronunciamento na última terça-feira (28), o senador Luis Carlos Heinze aprofundou a tese de que interesses externos agem deliberadamente para travar o desenvolvimento nacional. Para ele, o bloqueio sistemático de projetos logísticos não tem relação com a preservação ambiental genuína. “Esse pessoal não tem nada a ver com benfeitor da humanidade, agenda do clima”, afirmou no vídeo, complementando posteriormente no Plenário: “Quanto mais subdesenvolvido for o país, quanto menos investimentos tivermos, pior para o Brasil e melhor para eles”.
Além da BR-319, Heinze citou o projeto da ferrovia Ferrogrão — fundamental para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste pelos portos do Norte — como outra vítima dessa mesma articulação. “Temos o Ferrogrão precisando de investimentos, mas isso não sai do papel”, protestou o senador.
A pauta do estrangulamento econômico da região Norte também se estendeu ao setor energético. O parlamentar gaúcho defendeu de forma enfática a exploração de petróleo na Margem Equatorial, argumentando que a limitação imposta aos recursos naturais compromete a atração de investimentos e restringe severamente a geração de emprego e renda em estados que ainda possuem reservas inexploradas.








