Roberto Cidade além de prejudicar os médicos ainda atrapalha a prefeitura, diz David Almeida após calote do Governo do AM com o Passe Livre Estudantil

Manaus – A recente paralisação do transporte coletivo em Manaus, que pegou milhares de trabalhadores de surpresa, tem um culpado claro na visão de David Almeida: o Governo do Estado do Amazonas. Durante uma sabatina para as Eleições de 2026 na emissora Norte SBT, o ex-prefeito e atual candidato a governador subiu o tom das críticas à gestão estadual, afirmando que o Executivo virou um obstáculo não apenas para categorias essenciais, mas para o próprio funcionamento da cidade.
Segundo Almeida, o estopim para a greve dos rodoviários foi a quebra de um acordo financeiro por parte do Estado referente ao repasse do Passe Livre Estudantil. “O único momento onde teve uma paralisação foi em virtude de um convênio. Nós assinamos um acordo em que o governo iria pagar a metade do passe livre. Honrou em 2022 e 2023, mas em 2024 passou a não honrar e entrou na Justiça”, revelou o candidato, ressaltando que, enquanto isso, a Prefeitura de Manaus mantém em dia seus repasses mensais de quase R$ 40 milhões para garantir o funcionamento do sistema.
Ao abordar o acúmulo da dívida gerada pelos mais de 100 mil alunos que utilizam o transporte diariamente, David Almeida traçou um paralelo com outras crises enfrentadas pela atual máquina pública estadual, justificando a forte declaração que baseia o título desta matéria.
“O governo que já não paga os médicos, atrasa a data-base da polícia, atrasa a data-base da educação, atrasa o salário dos maqueiros, agora está causando problemas para a prefeitura”, disparou Almeida. “Ao não pagar a sua parte, o governo atrapalha a prefeitura e atrapalha o trabalhador. O governo que já não dá conta de cumprir com as suas obrigações com a saúde e segurança, está atrapalhando a vida de todos aqueles que andam no transporte coletivo.”
O candidato fez questão de defender os trabalhadores do sistema viário, afirmando que é justo que motoristas e cobradores queiram receber seus salários, já que o serviço continuou sendo prestado e os estudantes continuaram sendo transportados.
Proposta de lei permanente
Como solução para evitar que a população continue refém do que chamou de “falta de responsabilidade”, David Almeida apresentou sua principal promessa de campanha para a área. Ele lembrou que, enquanto esteve à frente da prefeitura por mais de cinco anos — período em que afirma não ter enfrentado nenhuma greve da categoria —, enviou à Câmara Municipal um projeto que tornou o Passe Livre Estudantil uma lei perene em Manaus, obrigando futuros prefeitos a cumpri-la.
Sua proposta agora é replicar o modelo no Estado. “Uma das primeiras ações minhas como governador é enviar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei tornando perene o Passe Livre Estudantil Estadual. Entra governador, sai governador, o passe estará assegurado”, prometeu.
Até lá, a população manauara segue apreensiva. Como pontuou o candidato no encerramento de sua fala, a falta de compromisso do Estado acaba punindo quem não tem nada a ver com a disputa política: o cidadão comum, o comerciário e o trabalhador que sai de casa sem a certeza de que terá um ônibus para retornar.

