“Pague o FTI e o TCG”: prefeitos se unem contra Roberto Cidade e denunciam calote que ameaça saúde do interior; veja vídeos
Amazonas – A cobrança pelo pagamento de recursos da saúde ganhou força e se espalhou pelo interior do Amazonas nesta quinta-feira (1º). Após o prefeito de Boa Vista do Ramos, Jarlem CB, cobrar publicamente o governador Roberto Cidade pela regularização do FTI e do TCG, gestores, secretarias municipais e profissionais de saúde de diferentes municípios também divulgaram vídeos e realizaram manifestações. A mobilização ocorre após a Associação Amazonense de Municípios (AAM) reunir representantes de 32 cidades, em 25 de setembro, para discutir os repasses e anunciar uma possível ação conjunta caso não houvesse solução.
Em Parintins, o prefeito Mateus Assayag aderiu pessoalmente ao movimento e fez uma cobrança acompanhado da equipe municipal de saúde no Hospital Regional Jofre Cohen. Segundo o gestor, a segunda parcela do FTI deveria ter sido liberada em agosto. Assayag afirmou que houve sucessivas tratativas com o Governo do Estado e a Secretaria de Estado de Saúde, mas que os municípios chegaram ao ponto de realizar uma mobilização coletiva pois foram ignorados.
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Em Nhamundá, a prefeita Marina Pandolfo também gravou vídeo cobrando diretamente Roberto Cidade. “Nós não estamos pedindo favor, estamos cobrando compromisso e responsabilidade com os municípios e a população do nosso Estado”, declarou. A gestora afirmou que a prefeitura vem utilizando recursos próprios e emendas parlamentares para garantir medicamentos, médicos e especialistas. “Saúde não pode ter partido, lado ou preferências políticas. […] Pague o FTI, governador”, disse. Marina Pandolfo.
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A reação também chegou a Presidente Figueiredo e Eirunepé, onde secretarias e colaboradores da saúde gravaram vídeos cobrando a regularização dos recursos. Em Itapiranga, farmacêuticos e outros profissionais da área aderiram às manifestações. Lábrea, Amaturá, Beruri e Humaitá também registraram protestos de trabalhadores da saúde, com cobranças pela manutenção do abastecimento de medicamentos e dos serviços oferecidos à população.
Em Humaitá, a secretária municipal de Saúde, Sara Riça, alertou que a falta dos recursos pode atingir diretamente serviços e procedimentos oferecidos pelo município. Já em Itapiranga, a farmacêutica Missoni Barbosa afirmou durante a mobilização que os profissionais não cobram privilégios, mas condições para manter pagamentos e estoques de medicamentos.
A mobilização amplia a pressão iniciada por gestores como Jarlem CB, de Boa Vista do Ramos. No vídeo divulgado anteriormente, o prefeito chegou a pedir que Roberto Cidade não “penalize” municípios que não apoiam politicamente o governo.
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O movimento agora reúne prefeitos, secretários e trabalhadores de diferentes regiões do Amazonas em torno da mesma cobrança: uma definição para os repasses da saúde. O Decreto Estadual nº 54.239 prevê que os recursos do FTI destinados à saúde dos 61 municípios do interior sejam transferidos em três parcelas anuais. Os gestores afirmam que a segunda parcela ainda não havia sido creditada até esta quinta-feira.
Até o momento, o Governo do Amazonas não se manifestou sobre o assunto.
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