Nikolas Ferreira cobra Alcolumbre e pressiona por impeachment de Toffoli no caso Master; veja vídeo
Brasil – O que começou como um inquérito sobre movimentações financeiras atípicas no Banco Master transformou-se, nesta semana, no estopim de uma crise de governabilidade entre a Câmara, o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF). A investida pública do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marca uma mudança de estratégia da oposição: o alvo agora não é apenas a toga, mas a “inércia” da própria Mesa Diretora do Congresso.
A Estratégia da Pressão Pública
Ao utilizar suas redes sociais para cobrar Alcolumbre, Nikolas Ferreira canaliza a frustração de uma base eleitoral que exige medidas concretas contra o ministro Dias Toffoli. O argumento central da oposição é que o Senado, sob o comando de Alcolumbre, estaria agindo como um “filtro seletivo”, impedindo que pedidos de impeachment — como o protocolado por Magno Malta, Damares Alves e Eduardo Girão — sequer sejam discutidos em plenário.
O Fator Banco Master
Diferente de embates anteriores, pautados puramente em questões ideológicas ou de liberdade de expressão, o caso atual envolve suspeitas de crimes financeiros e interferência jurisdicional. O inquérito que apura as atividades do banqueiro Daniel Vorcaro tornou-se politicamente explosivo porque a oposição alega que Toffoli teria “extrapolado suas funções” ao reavaliar decisões e autorizar diligências da Polícia Federal de forma questionável.
O Dilema de Alcolumbre
Davi Alcolumbre encontra-se em uma posição delicada. Como guardião da “chave” que abre ou tranca os processos de impeachment de ministros do STF, ele precisa equilibrar três pratos:
1. A harmonia institucional: Manter uma relação funcional com o STF.
2. A pressão interna: Lidar com senadores de oposição que ameaçam paralisar pautas econômicas.
3. A opinião pública: Responder à mobilização de grupos como o MBL, que já ocupam as ruas em protestos específicos contra o Banco Master.
O Que Vem a Seguir?
Analistas políticos em Brasília sugerem que a pressão de Nikolas Ferreira visa forçar uma votação de admissibilidade. Mesmo que o impeachment não seja aprovado — o que exige **2/3 dos votos (54 senadores) —, o simples fato de levar a discussão ao plenário já seria considerado uma vitória política sem precedentes para a ala conservadora.
O silêncio de Alcolumbre tem prazo de validade. Com a proximidade de novas janelas partidárias e as articulações para as próximas eleições da Mesa Diretora, a “blindagem” aos ministros do STF pode começar a apresentar rachaduras, dependendo do volume das ruas e da temperatura das redes sociais.



