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Intolerância disfarçada de resistência: grupo de extrema esquerda organiza protesto na UEA para legitimar atent4dos contra estudantes que não pensam como eles

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Intolerância disfarçada de resistência: grupo de extrema esquerda organiza protesto na UEA para legitimar atent4dos contra estudantes que não pensam como eles

Manaus – Grupos considerados de extrema esquerda, infiltrados na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), organizam para a próxima segunda-feira, 25 de maio, um protesto que, na prática, busca endossar e legitimar a perseguição e as ameaças que eles próprios vêm cometendo no campus. Sob o disfarce de um “ato antifascista”, movimentos como o Correnteza e a União da Juventude Rebelião (UJR) tentam inverter a narrativa e justificar suas ações autoritárias, logo após protagonizarem graves episódios de intimidação sistemática e violência contra alunos conservadores da instituição.

A crise ganhou notoriedade após a divulgação de um vídeo gravado por um aluno de direita que está prestes a concluir a graduação. Nas imagens, o jovem é encurralado e caçado por uma multidão de militantes pelos corredores e escadarias da ENS (Escola Normal Superior). Aos gritos de “Recua, fascista, recua!”, o grupo hostilizou o estudante, que relatou à polícia e à reitoria o profundo temor por sua integridade física e pela segurança de sua família, temendo ter sua casa depredada. O estopim para a violência, segundo a denúncia, teria sido a retirada, por parte da vítima, de cartazes fixados no campus que faziam apologia ao ódio e extermínio de um parlamentar conservador de Manaus.

O cenário de barbárie tomou contornos ainda mais graves, beirando a criminalidade, com o vazamento de mensagens de aplicativos. Nas conversas, estudantes admitem que um dos agressores estaria portando uma branca durante a perseguição. Essa intimidação reforça o clima de terror que já silencia outros alunos da instituição. Segundo denúncias, a patrulha ideológica desses grupos infiltrados tem feito diversas vítimas: um estudante de Geografia afirma ter sido rotulado de “nazista” apenas por compartilhar conteúdos do presidente americano Donald Trump no Instagram. Já um aluno de Economia parou de frequentar as aulas em março após ser escorraçado do campus e estar sofrendo ameaças após arrancar cartazes antissemitas, como uma suástica desenhada dentro de uma estrela de Davi em uma bandeira israelense.

Diante das provas em vídeo e dos relatos de terror, o manifesto do protesto programado para o dia 25 expõe uma profunda hipocrisia. Nas redes sociais, os organizadores acusam adversários políticos de tentar intimidar alunos, utilizando a “liberdade de expressão” como desculpa para atacar a universidade. No entanto, as evidências apontam exatamente o oposto: a instauração de um ambiente de censura e hostilidade promovido de forma covarde pelos próprios coletivos estudantis contra qualquer voz que divirja de sua cartilha extremista.

O Regimento Interno da UEA é rigoroso quanto a atitudes dessa natureza, deixando claro que o espaço acadêmico não comporta tribunais de exceção. Os artigos 5º e 6º do regimento classificam como infrações disciplinares graves a oposição à execução de atos legais mediante violência, a exposição da vida de terceiros a perigo e o constrangimento sob grave ameaça, estabelecendo como agravante o cometimento da infração com o emprego de armas. A punição prevista no artigo 7º é severa: o desligamento definitivo (expulsão) dos infratores, efetivado por meio de portaria do reitor, sem isentar os envolvidos de responsabilidades nas esferas civil e criminal.

O caso já ultrapassou os muros da universidade, gerando forte indignação pública. A Polícia Militar foi acionada pela vítima, boletins de ocorrência foram registrados e a Câmara Municipal de Manaus, por meio do vereador Coronel Rosses, prometeu cobrar medidas enérgicas da reitoria contra o que classificou como “criminosos fantasiados de estudante”.

Em nota oficial, a gestão superior da UEA informou que os fatos serão devidamente apurados por meio da instauração de uma comissão sindicante, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório, sem qualquer prejulgamento partidário. A instituição reforçou que não toma partido de ideologias políticas e que seu compromisso é com a apuração responsável da conduta dos envolvidos. Resta agora à sociedade e à comunidade acadêmica exigir que a universidade aplique seu regimento com o rigor da lei, impedindo que grupos extremistas continuem usando a estrutura pública para espalhar o medo e a perseguição

 


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